Saúde
Sintomas do ataque de pânico podem parecer com infarto
Quanto mais cedo se tratar, maior a chance de se curar
Você está tranquilo em casa e, de uma hora para outra, começa a sentir taquicardia, acompanhada de dor no peito, falta de ar e tremor. Qual seria a sua primeira reação? Ir a um pronto-socorro? Ligar para o cardiologista? O recomendado é, realmente, diante de tais sintomas, procurar atendimento médico o mais rápido possível. Mas, em muitos casos, depois de realizados os exames, constata-se que a pessoa não tem problema físico. Isso é o que ocorre com 90% dos pacientes que sofrem de transtorno do pânico, que se manifesta por ataques intensos de ansiedade, acompanhados de sintomas físicos.
Segundo o psiquiatra e chefe do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Humberto Correa, em um primeiro momento, o ataque de pânico se assemelha a uma doença orgânica. “A pessoa pensa que está infartando. Com frequência, o primeiro contato médico que ela tem é com um serviço de atendimento de urgência. Esses profissionais precisam ser capazes de identificar a doença e encaminhar o paciente para um especialista”, observa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 3% a 4% da população mundial tenha trastorno do pânico. Assim como a depressão, ele costuma ser mais frequente em mulheres. Cientistas, porém, ainda não descobriram a razão dessa diferença. Segundo Humberto Correa, mesmo que o transtorno possa se manifestar em qualquer idade, o normal é que ocorra em indivíduos adultos, geralmente na terceira década de vida. Os ataques duram de cinco a 20 minutos.
“O ataque de pânico normalmente ocorre sem nenhum fator desencadeante. A pessoa pode estar tranquila, dormindo, inclusive. A principal característica é de uma ansiedade maciça. São dois tipo de sintomas: os psíquicos e os físicos. Os psíquicos são uma sensação de morte iminente, de que algo grave esteja ocorrendo ou esteja para ocorrer. Os físicos são ligados muito à esfera cardíaca e respiratória. E isso, possivelmente, vai desaparecer da mesma forma que apareceu”, completa.
Fonte: Correio Braziliense
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