Esportes
Presidentes de Ceará e Fortaleza relatam preocupação com volta do Cearense
Apesar das dúvidas sobre a volta do esporte em meio à pandemia do coronavírus, há unanimidade entre os clubes e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre concluir todo o calendário de competições. A certeza é de que o pontapé inicial da retomada será pelos campeonatos estaduais, independente da data de retorno.
Para Ceará e Fortaleza, o Campeonato Cearense significará a volta dos jogos oficiais. Mesmo sem saber quando será possível retomar as atividades, os dois principais clubes do Estado já estão se preparando internamente, com protocolos de segurança finalizados, compras de kits de detecção para coronavírus e equipes médicas para acompanhar o processo. A ideia é estar pronto para retorno imediato, quando houver liberação das autoridades competentes.
Mas os demais clubes cearenses estarão preparados para a retomada do futebol? Esta é a pergunta que traz preocupação aos presidentes de Ceará e Fortaleza, Robinson de Castro e Marcelo Paz. Convidados da live do projeto Agir, da Fundação Demócrito Rocha e transmitida no Facebook do O POVO Online, os dois dirigentes expuseram o questionamento em entrevista nesta segunda-feira, 4.
“Tudo vai começar pelo campeonato estadual, mas como vamos começar se a gente não sabe se o Barbalha vai ter condições de fazer os protocolos, se têm médicos para acompanhar esse processo, capacidade de adquirir os testes? O Caucaia vai ter condições”, questionou o presidente alvinegro.
Paralisado desde março, o Campeonato Cearense tem mais duas rodadas da fase de grupos e o mata-mata para concluir com oito times em disputa. Os dirigentes de Ceará e Fortaleza têm se reunido com o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, para buscar alternativas ao momento delicado de crise por causa do coronavírus.
“A gente já deu algumas ideias para a Federação assumir o protagonismo desses pequenos clubes, porque se não amanhã chega o Governo Federal dizendo que dia 20 de maio todo mundo pode treinar. Ceará e Fortaleza vão treinar, mas os outros clubes não porque não compraram EPIs, testes, nem estão com protocolo feito. O que adianta treinar, vamos jogar contra quem?”, afirmou Robinson.
Fonte: O Povo
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