Ceará
Praia de Pontal do Maceió apresenta novas manchas de óleo, diz Ibama
Manchas de óleo foram registradas, neste sábado (2), na praia cearense de Pontal do Maceió, de acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), neste domingo (3). A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) informou que, no dia 31 de outubro, “pequenas manchas” foram encontradas no local pela Marinha.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Fortim confirmou a presença de óleo neste fim de semana, mas esclareceu que a quantidade foi “considerada pequena” pelos agentes municipais. Uma barreira de contenção foi instalada no município ainda no sábado (2). O Ibama aponta que as primeiras manchas de óleo foram registradas no dia 30 de agosto, na Paraíba. Praias dos nove estados do nordeste foram afetadas.
A Marinha divulgou na última quinta-feira (31), que todas as praias do Ceará estavam livres das manchas de petróleo cru. No estado, a substância já atingiu mais de 20 praias, entre elas, pontos turísticos como Morro Branco, Icapuí e Canoa Quebrada. Até o dia 31 de outubro, quatro toneladas de óleo cru e resíduos contaminados foram coletados pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
O que diz o relatório
As praias do Futuro, da Sabiaguaba, de Paracuru e da Lagoinha são apontadas como atingidas por vestígios do óleo. Contudo, a última visita realizada pelo órgão nesses trechos do litoral, presente no próprio relatório, é datada de 17 e 18 de outubro. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente da capital, negou a presença de novas manchas nas praias de Fortaleza.
Praias com até 10% da sua extensão atingida pelo óleo são considerada pelo Ibama como contendo vestígios da substância. Acima de 10% o órgão cataloga como praia com a presença de mancha de óleo. O petróleo cru tem sido reaproveitado em uma fábrica do sertão cearense.
O Instituto VerdeLuz registrou a morte de pelo menos 44 tartarugas no Ceará, desde a aparição das manchas. O instituto revelou que não tem condições estruturais de realizar a necrópsia dos animais achados nas praias, por isso, o número levantado não chega a ser exato.
Fonte: G1 CE
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