Ceará
Pais relatam momentos de tensão após brigas em jogo do Ceará: ‘meu filho se deitou no chão’

Gabriel Dias tem sete anos e era uma das muitas crianças presentes na Arena Castelão, neste domingo (16), no duelo entre Ceará e Cuiabá, pelo Brasileiro. O pai, Edilson Cavalcante, relatou os momentos de pânico vividos durante a confusão entre torcedores nas arquibancadas que se estendeu para o gramado.
“Eu estava com a minha família, minha esposa e meu filho de sete anos. Ontem foi a 2ª vez que levei meu filho ao jogo. Só tinha levado ele com dois anos de idade. Então, a primeira vez que estaria na memória dele seria ontem. E com certeza ficou. A gente tava na superior central, no acesso J, que não é nem onde fica a Cearamor mesmo. A gente ficou no meio. Quando houve o gol do Cuiabá, teve as primeiras provocações. E a torcida do Ceará, sem ser organizada, começou a xingar a organizada, e eles não aceitaram e começou a confusão. E o meu filho chorando, muito assustado. Ele se deitou no chão da arquibancada com a mãe dele, Aí ela baixou os assentos para o assento ficar por cima dele. E ele pedindo para sair dali, que nunca mais queria estar ali. A gente fica sem saber o que dizer para o filho. A gente vê uma criança sofrendo uma situação daquela, um lugar que era pra ele estar se divertindo, num lazer, e ficou com a impressão de nunca mais ir, parecendo uma praça de guerra”, relembrou.
Edilson, que é sócio-torcedor, estava na Arena Castelão com o filho e a esposa Renata Angelim. Ele relata a sequência de eventos. A Sejuv informou que seis pessoas foram detidas.
“Eu vi a polícia liberando o pessoal embaixo. A torcida começou a invadir, quebrar e chegou ao ponto que tumultuou, e eles perderam o controle. A princípio eu vi a polícia pedir aos seguranças para abrir e deixar a torcida entrar. E até no começo começou a entrar civilizadamente e depois tomou aquela proporção”, esclareceu.
“Se você falar para ele hoje de jogo, ele não quer saber. Ele já via pela televisão e não gostava, disse que queria ir pro estádio. Aí quando levo, acontece aquilo. Isso deixa a gente muito chateado. Eu não tenho mais vontade nenhuma de ir para o estádio. Vou preferir assistir na minha casa, no meu conforto. Gasta bem menos também, fora a segurança que você não tem. Hoje tenho medo de ir para o estádio porque tenho família. Independente de levar o meu filho ou não, tenho que me preocupar em voltar para a minha casa e voltar para o meu filho”, disse.

(Foto: Reprodução)
Um outro triste momento no jogo deste domingo foi flagrado pelo repórter fotográfico Thiago Gadelha. A foto mostra o pequeno Miguel, de nove anos, sendo carregado pelos Bombeiros dentro do gramado da Arena Castelão. A imagem, forte, chegou até a mãe da criança, Taís Gomes, que estava em casa, acompanhando tudo pela televisão.
Em entrevista ao ge.com/ce, ela disse que estava assistindo na TV. “Fiquei muito aflita, preocupada. Comecei a ligar, entrar em contato com meu pai, mas não dava certo a ligação. Nós ficamos muito nervosos e preocupados porque o Miguel nunca tinha vivido isso. Até que meu pai que estava com o Miguel atendeu e disse que ele estava bem, estava em atendimento, mas estava bem”, disse ao site.
Fonte: Diário do Nordeste
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