(Foto: Reprodução)

Atualizada às 8h30 de quarta-feira, 25.

Oito pessoas foram presas nesta terça-feira (24) suspeitas de sonegar R$ 30 milhões em impostos de bebidas. A “Operação Escócia” cumpriu oito mandados de prisão, sendo seis mandados de prisão temporária e dois mandados de prisão preventiva, contra empresários, contadores e facilitadores em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Eusébio, Juazeiro do Norte, Iguatu, Crateús e Quixadá. Foram também cumpridos 32 mandados de busca e apreensão.

As investigações iniciaram em maio de 2019 após empresas concorrentes denunciarem a Sefaz que a empresa vendia produtos com preços muito abaixo do preço de mercado. Foram então realizadas 47 quebras de sigilo fiscal e bancário em pessoa fiscais e jurídicas.

Em Iguatu um mandado de prisão foi cumprido. Foi preso Eduardo Alcides Montezuma Silva, 54 anos. A polícia não detalhou qual era a suposta participação no esquema investigado.

De acordo com o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), Ricardo Rabelo, o grupo criminoso burlava a entrada da mercadoria no Ceará. A bebida vinha de outros estados e o produto não passava pelo posto fiscal fazendário.

“Uma das formas que o grupo agia era na aquisição de bebidas quentes vindas de outros estados. O produto quando entra no estado do Ceará evidentemente tem que passar pelo posto fiscal e recolher o tributo na entrada da mercadoria. O produto não entrava pelo posto fiscal fazendário. Pegava outro caminho. Isso inclusive foi identificado por câmeras de segurança de vídeo. Entrava de forma clandestina sem recolher o tributo. E a nota era destinada a uma empresa de fachada”, afirmou.

Ainda segundo Ricardo Rabelo durante as investigações foi comprovado que o grupo criminoso ocultava bens como imóveis e carros de luxo em nomes de empresas que não existiam.

Fonte: G1 CE

PODCAST MAIS SAÚDE – Edição de 19 de março, com Paulinho Neto