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O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi alvo da terceira fase da Operação Ptolomeu
A operação investiga o desvio de recursos públicos com a participação de empresas privadas. Ele é suspeito de chefiar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no governo do estado, com pagamentos de R$ 286,6 milhões a empresas desde janeiro de 2019.
A operação da Polícia Federal foi realizada em conjunto com a Procuradoria-Geral da República, Controladoria Geral da União e Receita Federal para cumprimento de 89 mandados de busca e apreensão em Acre, Goiás, Paraná, Amazonas, Rondônia, Piauí e Distrito Federal. Além de Cameli, são investigados seu pai, sua mulher, dois primos, dois tios e dois irmãos, além de outros.
O Superior Tribunal de Justiça determinou o bloqueio de R$ 120 milhões de todos os suspeitos, incluindo imóveis, automóveis e uma aeronave do governador. Também bloqueou bens de 15 empresas investigadas. Cameli está proibido de contatar outros alvos da investigação e deverá entregar seu passaporte à Justiça.
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