Saúde
Mutações genéticas podem impedir infecções causadas por microbactérias
[caption id="attachment_10697" align="alignleft" width="600"]
(Foto:Divulgação)[/caption]As pessoas portadoras da mutação perdem a capacidade de combater as infecções
(Foto:Divulgação)
Pesquisa feita por cientistas brasileiros, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com o Instituto National da Saúde e da Pesquisa Médica da França está elucidando como nove diferentes mutações genéticas podem impedir o sistema imunológico de combater adequadamente infecções causadas por microbactérias (bactérias em forma de bastonetes retos ou encurvados), entre as quais a tuberculose e a hanseníase.
“Entendendo o mecanismo, conseguiremos tentar novas alternativas terapêuticas. A tuberculose é uma doença endêmica ainda muito prevalente no mundo, para cujo tratamento os medicamentos que existem são muito limitados. São antigos e limitados”, disse o professor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e coordenador do estudo, Antonio Condino Neto.
O grupo de cientistas já conseguiu identificar que mutações nos genes prejudicam o funcionamento do sistema de defesa do organismo contra microbactérias. Algumas mutações, por exemplo, desestabilizam o sistema NADPH oxidase, responsável pela atividade microbicida dentro dos macrófagos – células com o poder de englobar e destruir corpos estranhos, como bactérias. Assim, as pessoas portadoras da mutação perdem a capacidade de combater as infecções.
“A pessoa nasce já com a mutação, uma variação genética, que torna a resposta imunológica defeituosa. Em função disso, ela tem uma maior chance de contrair infecções por microbactérias, aí no caso destacando, principalmente, a tuberculose”, ressalta o professor.
Alguns dos defeitos genéticos já podem ser constatados em um exame de triagem neonatal chamado TREC. O exame é complementar ao teste do pezinho, e já está sendo implementado nos Estados Unidos, Europa, e Japão. No Brasil, os pesquisadores estão realizando o teste em um convênio com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
“A pesquisa vai continuar tanto no Brasil quanto na França com os nossos parceiros. Acho que vamos descobrir ainda muitos outros defeitos genéticos relacionados a esse tipo de problema. Espero que, com isso, nos próximos anos, consigamos pensar em um novo tipo de vacina para tuberculose e um novo tipo de tratamento”, destacou o professor.
Fonte: Diário do Nordeste
-
Brasil7 dias atrásConselho Nacional de Política Cultural recebe inscrições até 22 de setembro
-
Brasil7 dias atrásBanco do Nordeste terá R$ 60,9 bilhões para financiar projetos em 2027
-
Mundo7 dias atrásONU aprova novo mapa-múndi para mostrar tamanho real dos continentes
-
Noticias6 dias atrásCeará registra 586 doações de córneas no primeiro semestre de 2026
-
Ceará6 dias atrásNovo aeroporto regional de Quixeramobim enfrenta possíveis entraves, diz secretário de Turismo
-
Educação6 dias atrásMais de 1,8 mil escolas do Ceará têm internet com velocidade inadequada
-
Iguatu3 dias atrásElmano aparece numericamente à frente de Ciro em nova pesquisa e consolida vantagem na espontânea
-
Brasil3 dias atrásSenado: Cid amplia liderança e segunda vaga fica embolada
