Ministério da Justiça da Itália encaminhou ao governo brasileiro o pedido de extradição do ex-atacante Robinho, condenado a nove anos de prisão por violência sexual em grupo no país europeu. O amigo do ex-jogador, Ricardo Falco, também foi condenado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (4) pela agência de notícias Ansa.

O pedido havia sido feito pelo Ministério Público de Milão em fevereiro, e agora foi enviado oficialmente às autoridades brasileiras. Eles foram condenados pelo crime de estupro contra uma jovem de 22 anos, ocorrido em 2013, em uma boate de Milão, na Itália.

O Supremo Tribunal da Itália confirmou em janeiro deste ano a decisão do Tribunal de Justiça de Milão, em 2020. Em defesa, Robinho e seus advogados apresentaram na época o último recurso. A medida foi negada pela corte italiana.

No Brasil, a Constituição Federal proíbe a extradição de brasileiros. Mas vale lembrar que a justiça italiana pode indicar o cumprimento da pena em uma prisão brasileira.

Robinho anunciou sua aposentadoria em julho deste ano, aos 38 anos, depois de uma frustrante tentativa de encerrar a carreira no Santos (time que o projetou para o futebol), vetada pelo clube justamente por conta do processo judicial envolvendo o ex-atleta.

Por atraso no pagamento da pensão alimentícia ao filho, a Justiça em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, mandou prender o ex-jogador do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza, em agosto deste ano. O menino é fruto do relacionamento do goleiro com Eliza Samudio.

Em entrevistas, a avó da criança disse que Bruno nunca pagou a pensão alimentícia do filho, que completou 12 anos em 2022. Em maio deste ano, o atleta chegou a ter prisão decretada pela Justiça de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, a Polícia Civil em Angra dos Reis, cidade onde estava o endereço do goleiro, não realizou a prisão.

 

Fonte: GCMAIS