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O Instituto Federal do Ceará (IFCE) deve implantar 20 incubadoras de empresas nos próximos quatro anos, uma em cada campus.

Segundo o reitor Virgílio Araripe, o investimento necessário é cerca de R$ 30 mil por unidade, somando R$ 600 mil. Hoje, a Instituição tem três incubadoras e orçamento de R$ 303 milhões para este ano.

Araripe explica que o investimento necessário é baixo porque diz respeito à estrutura burocrática, já que os laboratórios para execução de projetos já existem. “Uma incubadora não é nada além de uma casa de empresas. O custo adicional é só administrativo. O chão de fábrica já existe, que são os nossos laboratórios. O que nós vamos fazer é otimizar essa estrutura”.

De acordo com Araripe, não há risco de a estrutura ficar ociosa, pois há demanda reprimida, com projetos que não chegam ao mercado por falta de estrutura.”Muitos municípios não tem como formar empresários. O aluno tem que ter a ideia e desenvolver na sua cidade, tem que empreender lá. E, quando nós damos as ferramentas, isso acontece”.

As incubadoras, diz o reitor, orientarão o empreendedorismo, buscarão parcerias para financiar projetos e serão intermediárias na relação entre pesquisadores e empresários. “Nossos pesquisadores têm de conversar com o setor produtivo e colocar suas descobertas no mercado. Não podemos desperdiçar talentos, toda a energia tem que estar focada para a inovação”.

Ao fornecer meios para que os estudantes concretizem seus projetos, as incubadoras são importantes ferramentas de inovação, colaborando com o desenvolvimento do Ceará conforme Araripe. Dentre os resultados colhidos pelas incubadoras já instaladas no Instituto, ele menciona os tablets para deficientes visuais, desenvolvidos pela AED Tecnologia, empresa que integra uma das incubadoras do IFCE. “Temos produtos prontos e já fazemos transferência de tecnologia. Outros estão em fase de teste”.

A relação entre academia e universidade visando a inovação foi a pauta da missão da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) em Israel na última semana. E, conforme ressalta Araripe, o IFCE tem muito contribuir nessa caminhada. “Nos anos 1960, éramos nomeados Escola Industrial de Fortaleza. Essa relação, entre o Instituo e indústria, vem de longe. É uma integração que nos é muito familiar, mas precisa ser aprofundada”.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

As incubadoras servirão como orientadoras para o empreendedorismo, buscando parcerias para projetos novos e intermediando a relação entre pesquisadores e empresários.

 

Fonte: Jornal O Povo