(Foto: Reprodução)

Este mês de agosto é um dos melhores para observações astronômicas, com uso de telescópio ou apenas a olho nu. Estamos no meio do inverno (não confundir com quadra chuvosa), quando não há a formação de nuvens ideal para observar o céu e fazer um curso introdutório de astronomia. Recomendo evitar cidades litorâneas, a praia apesar de ser linda, não é um bom lugar para astronomia, pois, devido à brisa marítima, as chances de céu nublado são maiores.

O vento também atrapalha muito se você usar um telescópio refletor, já que pode levar areia para dentro do instrumento. Os melhores lugares para observação astronômicas são as cidades do interior onde o céu é mais limpo.

Eu estive no município de Apuirés, no vale do Curu, e o céu estava espetacular. Aproveitei um encontro familiar para fazer um tour pelas estrelas com eles. Comecei pela famosa constelação do Cruzeiro o Sul cuja a projeção indica o polo Sul. A alpha da constelação ao “pé” da cruz é um sistema binário revelado apenas com uso de um telescópio a partir de 150 mm de diâmetro de abertura.

Do lado esquerdo da estrela Mimosa há um aglomerado estelar com uma estrela vermelha como um rubi, por isso, chamado de aglomerado “Caixinhas de Joias”. Logo acima, na constelação do centauro, encontramos um aglomerado globular (são milhões de estrelas parecendo uma manchinha branca no telescópio).

Fonte: Diário do Nordeste

PODCAST MAIS SAÚDE – Edição de 19 de março, com Paulinho Neto