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Ex-prefeito de Juazeiro, Arnon Bezerra é investigado pela PF por suspeita de receber propina
Pagamento teria sido feito na forma de apartamentos e em dinheiro. Dois apartamentos no Meireles foram alvos de busca.
Um ex-prefeito de Juazeiro do Norte é alvo de operação da Polícia Federal (PF) realizada na manhã desta terça-feira, 7. O político, cujo nome não foi informado pela Polícia Federal, teria recebido propina na forma de dinheiro e apartamentos. O POVO apurou que se trata do ex-prefeito Arnon Bezerra (PTB).
A operação Fruto de Espinho 2 investiga fraude em licitação, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em Juazeiro do Norte, região do Cariri, distante 489 quilômetros de Fortaleza.
Três mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal. Quinze policiais federais se dirigiram a domicílios investigados em Fortaleza/CE e Jati/CE. Houve apreensão de mídias, celulares e documentos.
De acordo com o delegado Alan Robson Alexandrino, chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF no Ceará, a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão. “Um deles em Jati, no interior do Ceará, em uma fazenda, e dois no Bairro Meireles, em Fortaleza”.
O delegado informou que os três endereços são de “propriedade de um ex-prefeito de Juazeiro do Norte que está sendo investigado por crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro”.
A partir de hoje, a PF começa a analisar o material apreendido para apurar as suspeitas de destinação de propina para o ex-gestor. Celulares e documentos apreendidos devem ser analisados. Nesta segunda fase da operação Fruto de Espinho 2, são investigados ainda indícios de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na compra de apartamentos no bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte.
A fase 2 é resultado da análise do material apreendido na primeira fase da Fruto de Espinho, realizada em julho de 2020. As investigações começaram em 2019, quando foram identificados indícios de esquema criminoso em que uma empresa recebeu cerca de R$ 6,3 milhões em dois processos de inexigibilidade de licitação da Prefeitura de Juazeiro do Norte, em 2017 e 2018. Há suspeitas de favorecimento ilícito de agentes políticos e manobras para lavagem de dinheiro.
Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva e peculato. O nome da operação remete à árvore que motivou o nome da cidade de Juazeiro do Norte/CE – jua, iu-à ou “fruto de espinho”.
O POVO entrou em contato com o ex-gestor para ouvi-lo sobre o tema e aguarda manifestação.
Fonte: O Povo
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