Saúde
Estímulos na medula espinhal amenizam tremores do mal de Parkinson
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Segundo Miguel Nicolelis, os próximos testes serão com humanos (Foto:Reprodução)[/caption]Cientistas liderados pelo brasileiro Miguel Nicolelis conseguiram diminuir os tremores e proteger os neurônios dos avanços da doença neurodegenerativa

Segundo Miguel Nicolelis, os próximos testes serão com humanos (Foto:Reprodução)
Esperança renovada nas investidas contra o mal de Parkinson. Miguel Nicolelis, renomado neurocientista brasileiro e pesquisador da Universidade de Duke (EUA), divulgou novos avanços da técnica desenvolvida pela equipe liderada por ele nessa linha. Os estudos tiveram início em 2009 e mostraram melhoras quanto à recuperação de movimentos em ratos após estimulação da medula espinhal. Agora, os cientistas constataram que, além de amenizar os tremores, a técnica tem efeito a longo prazo e protege os neurônios de lesões.
Os novos dados foram publicados na revista americana Scientific Reports. A estratégia consiste na estimulação elétrica da coluna dorsal, principal via sensorial da medula espinhal. Os cientistas estimularam os ratos que tinham níveis empobrecidos de dopamina (características do mal de Par-kinson) durante seis semanas, duas vezes por semana, em sessões de 30 minutos.
“Notamos uma melhora a longo prazo, com um progresso da coordenação motora dos animais, além de uma reversão da perda de peso”, destaca Nicolelis, em entrevista ao Correio. O cientista também relatou avanços quanto à proteção dos neurônios. “Nossos resultados mostram que a terapia funciona ainda como neuroprotetora, garantindo que os neurônios permaneçam protegidos e não sofram outras lesões”, complementa.
O pesquisador defende que a estratégia de estímulo pela coluna é um modo de tratamento mais seguro e eficaz. “Mesmo que a estimulação profunda do cérebro possa ser muito bem-sucedida, o número de pacientes que podem tirar vantagem dessa terapia é pequeno, grande parte devido à invasão provocada pelo procedimento”, compara. “Nós precisamos de opções que são eficazes, seguras e acessíveis e que possam durar por um longo tempo. A técnica de estimulação da medula espinhal tem potencial para ajudar futuramente as pessoas que sofrem com a doença de Parkinson.”
Fonte: Correio Braziliense
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