Daqui para frente, portanto, não se espante. Com a inflação em alta, os produtos continuarão diminuindo.

Ao circular entre as prateleiras dos supermercados ao redor do Brasil pode-se notar duas coisas com facilidade: a primeira é que os preços aumentaram e a segunda é que o tamanho e peso dos produtos diminuíram. O fenômeno é generalizado. A tática da indústria de reduzir embalagens e manter o preço da mercadoria já é antiga e praticada principalmente com a alta da inflação — O IPCA, índice usado nas metas de inflação do governo, subiu 1,06% em abril e já acumula alta de 12,13% em 12 meses. O que antes era conhecido como maquiagem de produto, agora, na era da internet e das redes sociais, ganhou o nome de “reduflação”, ou seja, a inflação camuflada pela redução do peso ou pelo encolhimento da mercadoria.

Além disso, as informações sobre as mudanças devem permanecer no rótulo pelo prazo mínimo de seis meses. Outra alteração é que passa a ser obrigatório o Serviço de Atendimento ao Cliente de cada empresa informar com precisão sobre as reduções ao consumidor. “É possível que haja uma nova pesquisa e fiscalização, pois a reduflação cresceu e se tornou generalizada”, afirma Adriano Fonseca, advogado do Proteste Associação de Consumidores. “A quantidade de reclamação não acompanha o crescimento da prática. Acreditamos que os consumidores não perceberam ou estão descrentes em buscar o seu direito”, disse.