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Divisória no carro ajuda a proteger contra coronavírus, mas precisa de higienização constante, dizem infectologistas
Uma barreira fixada entre motoristas e passageiros dentro dos carros começou a ser utilizada por locadoras e aplicativos de transporte no Brasil como modo para prevenir a transmissão do novo coronavírus.
Em meio à pandemia, Unidas e Cabify criaram variedades de película para a instalação entre os assentos dianteiros e traseiros dos veículos. A divisória ajuda a proteger contra a Covid-19, afirmaram infectologistas entrevistados pelo G1.
Mas os médicos também alertam que a barreira precisa ser higienizada constantemente durante o dia. Além disso, afirmam que soluções caseiras, feitas com material plástico finos e sem rigidez, podem trazer perigo pela dificuldade de limpeza.
“Não existe um estudo ainda sobre isso (as películas), porque é uma novidade, mas as barreiras dificultam por si só a transposição do vírus. Mas ele (coronavírus) tende a ficar na superfície, então não tocar o material é fundamental”, explica o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas.
Para os especialistas é importante a limpeza das películas. “Se for um material rígido, é algo interessante, desde que faça a higiene”, afirma Rosana Richtmann, médica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “A proteção é até maior para o motorista do que para o passageiro, porque é ele que está toda hora em contato com pessoas diferentes”.
Mesmo com o uso das películas, motoristas e passageiros não podem se descuidar em relação aos outros cuidados contra o coronavírus, relembra o infectologista Gorinchteyn. “Os vidros precisam estar abertos, todos usando máscara e sempre higienizando as mão com álcool gel”, disse.
“O ar condicionando e o ar quente, qualquer ventilação do veículo, também não devem ser utilizados. Eles projetam o vírus”, afirmou Gorinchteyn.
As películas de proteção de Cabify e Unidas têm características diferentes. Enquanto a da empresa de aplicativo é mais vedada, a da locadora de veículos tem a partes vazadas pelas laterais. Para os médicos, ambas são eficientes.
“Mesmo que ela seja levemente vazada, não haveria problema porque os vidros vão ser mantidos abertos. Então, a medida que o carro circula, a corrente de ar carregaria o vírus para fora”, explica o infectologista Jean Gorinchteyn.
Fonte: G1
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