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Defensoria Pública cobra explicações da Unimed Ceará e pede medidas urgentes para garantir continuidade dos tratamentos
Famílias de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Iguatu vivem momentos de preocupação e desespero após o descredenciamento da Clínica Cauby Leal da rede da Unimed Ceará. O caso mobilizou mães atípicas do município e já chegou à Defensoria Pública do Estado do Ceará, que notificou oficialmente a operadora solicitando esclarecimentos e providências urgentes.
Segundo relatos recebidos pela Defensoria, diversas famílias foram comunicadas apenas por e-mail sobre a interrupção dos atendimentos e o redirecionamento das crianças para uma nova unidade credenciada, a Clínica de Atenção Integral à Saúde (AIS). No entanto, mães denunciam que a nova clínica não possui vagas suficientes para absorver a demanda atual.
As principais dificuldades relatadas envolvem áreas essenciais para o tratamento multidisciplinar das crianças, como psicologia especializada em ABA, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e psicomotricidade. Segundo as famílias, muitas crianças foram colocadas apenas em listas de espera, sem previsão concreta de atendimento.
A situação gerou forte preocupação entre os pais, especialmente pela importância da continuidade terapêutica para crianças com TEA. A própria Defensoria Pública destacou no documento que interrupções abruptas no tratamento podem causar regressão comportamental, emocional, cognitiva e social, principalmente em crianças que necessitam de maior suporte terapêutico.
O ofício encaminhado à Unimed Ceará é assinado pela defensora pública Átala Vieira Soares e estabelece prazo de 72 horas para que a operadora apresente esclarecimentos detalhados sobre o caso. Entre os pontos solicitados estão os motivos do descredenciamento da clínica, o número de crianças afetadas, a estrutura disponível da rede substitutiva e as medidas adotadas para garantir a continuidade dos atendimentos sem prejuízo aos pacientes.
A Defensoria também requisitou informações sobre a existência de filas de espera e questionou se há possibilidade de manutenção temporária dos atendimentos já realizados até que toda a demanda seja absorvida pela nova rede credenciada.
Ainda conforme o documento, caso as informações não sejam apresentadas ou seja constatada insuficiência no atendimento às crianças, poderão ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais, inclusive ações coletivas.
Mães de crianças com TEA relatam medo de retrocessos no desenvolvimento dos filhos e cobram uma solução rápida para evitar prejuízos terapêuticos. Muitas afirmam que o tratamento contínuo é fundamental para a evolução e qualidade de vida das crianças.
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