Política
Com quase um terço das cidades, PDT é a sigla que mais cresce
Sigla teve maior crescimento proporcional no País, passando de nove para 51 prefeituras administradas. No Ceará, segundo o comando estadual do partido, base de Camilo Santana atualmente é de 132 gestores.
Além da capital cearense, com a reeleição de Roberto Cláudio, o PDT ocupará prefeituras de mais 50 dos 184 municípios no Ceará – 27,7% do Estado. Sozinho, o partido elegeu mais prefeitos que o 2º e 3º colocados juntos – PMDB e PSD. Na base aliada, Camilo Santana (PT) contará com apoio de 132 prefeitos.
O comando estadual do PDT afirma que o Ceará apresentou nas eleições deste ano, proporcionalmente, o maior crescimento da sigla no Brasil. Em 2012, o PDT havia eleito nove prefeitos de 19 candidatos. Neste ano, foram 51 – aumento de 466% da representação. O Estado é o segundo na lista do partido em número de prefeitos eleitos, atrás apenas do Rio Grande do Sul, onde tem 78
prefeituras.
O índice expressivo, porém, esconde um queda em comparação à atual composição de prefeitos cearenses filiados ao PDT, de 68 gestores. Para o partido, entretanto, a diferença numérica, que gera um decréscimo de 25%, ocorre porque há prefeitos no Estado que já cumprem 2º mandato.
De 2012 para 2016, o número de nove prefeitos pedetistas catapultou para 69, depois de migração de filiados ao Pros e depois ao PSB.
Para o deputado federal André Figueiredo, presidente estadual do PDT, também “se pode dizer que o partido é o maior em número de prefeituras” em cidades importantes, “como Fortaleza, Sobral, Iguatu e São Gonçalo do Amarante”. Para ele, essa base “projeta matematicamente” a reeleição do governador Camilo Santana (PT).
“Ainda falta algum tempo para 2018, mas claro que o governador é o nosso candidato à reeleição, e não apenas com base do PDT. Pelo nosso levantamento, temos 132 prefeitos declaradamente na base do Camilo”, revela.
A composição atual da aliança pedetista no Ceará dá também mais musculatura às ambições dos Ferreira Gomes para 2018. Além de reeleger Camilo, o grupo pretende lançar Ciro Gomes (PDT) à presidência da República. As duas candidaturas trariam benefícios mútuos, segundo André Figueiredo.
“A candidatura do Ciro vai, por si só, impulsionar as candidaturas aqui (para Executivo e Legislativo). O Ciro teria pelo menos 60% dos votos dos cearenses pra presidência, segundo nossos cálculos”, diz Figueiredo.
O próprio Ciro Gomes, no último domingo, 30, após resultado do pleito em Fortaleza, disse que a reeleição de Roberto Cláudio “fortalece muito” possível candidatura sua à Presidência, em 2018.
“Ainda está muito distante, mas fortalece muito, no meu coração”, contou, ao sugerir que, pelo seu temperamento, precisa do “coração motivado”. “Uma vitória dessas me enche de energia.”
Fonte: O Povo
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