A razão que nos faz pensar nos diferencia dos demais animais, nos torna “racionais”. Custa-nos, portanto, pensar? Óbvio que não, pois nossa vida é a busca incessante pela realização daquilo que idealizamos em nossa mente. Como embriões, nossos pensamentos olham para o futuro, que é nossa atitude ou omissão. Seja qual destas for o futuro desses pensamentos, devemos alimentá-lo com objetivos e não apenas com sonhos. Afinal, sonhos nos mimam e nos acomodam no berço da esperança, enquanto os objetivos nos lança na arena de uma brutal luta que deve ser travada com armas concretas chamadas de metas.

O imperador Marco Aurélio uma vez disse que nossa vida é aquilo que nossos pensamentos fizeram dela. Façamos, antes de tudo, a nós mesmos, para depois fazermos algo fora de nós. Sejamos, antes, nosso eu, para depois buscarmos entender o que é aquilo que nos cerca por fora. A mudança começa em nós, para podermos, de forma madura, mudarmos aquilo que nos rodeia. Na verdade, talvez o sentido de tudo esteja em mudarmos, antes, aquilo que em nós precisa ser mudado, para somente depois, mudarmos aquilo que habita o externo e coletivo no mundo. Afinal, nós somos, enquanto vivos, o próprio mundo.

*Por Adeilmo Braga Silva – Formado em Letras pela UECE e em Direito pela URCA.