Ceará
Ceará tem setembro com maior número de focos de queimadas desde 2012
O mês de setembro de 2017 fechou com o maior número de focos ativos de queimadas no Ceará desde o ano de 2012. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio de monitoramento do satélite AQUA, o Estado registrou 505 focos no último mês, contra 611 de setembro daquele ano. Em relação ao mesmo período de 2016, quando foram registrados 365 focos, o crescimento foi de 38,3%.
Apesar do grande número desde 2012, o Ceará não apresenta dados tão críticos quanto a estados como Pará e Mato Grosso que, juntos, somaram quase 50 mil focos no último mês. No Nordeste, o Estado ficou atrás do Maranhão (14.825), Piauí (3.422) e Bahia (1.791).
Para o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Raul Fritz, as condições secas de solo e de vegetação, as baixas umidades relativas do ar, temperaturas altas e ventos frequentemente mais intensos facilitaram o aumento do número de queimadas nesta época.
Neste período, é comum que tais focos tomem proporções maiores e evoluam para incêndio. Fritz explica ainda que muitas vezes, os incêndios florestais podem ser causados por agricultores que começam a preparar a terra para o plantio aguardando a chegada das primeiras chuvas da pré-estação.
Próximos meses
Apesar do recorde de setembro, outubro e novembro são os meses que, historicamente, registram maior parte das focos no Ceará. No ano passado, por exemplo, o Inpe catalogou 1.321 e 1.328 focos, respectivamente. Em 2017, até os primeiros 10 dias de outubro, o Estado já teve 286 casos.
A quantidade de focos aumenta ainda mais pela intensificação das condições secas mencionadas, devido à ausência de chuvas e pelas condições meteorológicas favoráveis. “Em dezembro elas podem reduzir um pouco se caírem algumas chuvas vinculadas ao período da Pré-estação chuvosa”, explica Fritz.
No Estado, as regiões mais propensas ao risco de incêndios são aquelas mais áridas, isso inclui, por exemplo, os sertões. O supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme ressalta ainda que, nas serras úmidas, mais altas, elas são bem menos numerosas e menos extensas.
Fonte: G1/CE
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