Ceará
CEARÁ: Estado é o quarto em infestação pelo mosquito
O Ceará ocupa a quarta posição em índice de infestação pelo mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya na Região Nordeste. Foram notificados mais de seiscentos casos suspeitos de Microcefalia, que é a malformação dos cérebros de bebês por possível infecção do Zika. Quando o assunto é Dengue, os números também são significativos. Desde o início do ano o estado notificou quase cinquenta mil casos suspeitos. O índice de infestação por Chikungunya beira os quarenta e cinco mil casos notificados, colaborando para que o Ceará esteja nesta triste situação. Evitar que mais pessoas sejam vítimas dessas doenças passa obrigatoriamente pelo combate a proliferação do mosquito em água parada. A técnica do Núcleo do Controle de vetores, Ricristhi Gonçalves, alerta para a principal dificuldade que o Ceará encontra em relação ao combate.
“Porque como todos sabem, as ações de combate do vetor Aedes aegypti são contínuas. Elas têm que estar sempre acontecendo. Não tem como você descuidar. Você cuidou bastante por um período e descuidou em outro período, aí mosquito consegue se valer desta situação e repovoar uma área. A distribuição das chuvas aqui no Ceará é bastante irregular. E nesses últimos cinco anos nós temos sofrido bastante com isso. Então, é natural que as pessoas tentem armazenar água em vários recipientes em casa. E muitas vezes fazem isso de forma desprotegida. Então, a gente acaba ficando vulnerável a presença do vetor”.
A seca tem obrigado a população do Ceará a armazenar água das mais diversas formas há muitos anos. E é aí que mora o perigo. Se não tiver o cuidado devido, o mosquito transmissor da Dengue, do Zika e da Chikungunya bota os ovos na água parada, se multiplica e pica muita gente. Mas se a população necessita de tanta água armazenada, algumas formas alternativas têm ajudado a impedir que o mosquito se reproduza nesses reservatórios improvisados. Uma delas é o peixe beta. A espécie que vive muito bem em água parada começou a ser utilizada no município de Caucaia, no interior do estado. Ela come larvas do mosquito na água antes que elas se tornem insetos. Os agentes de combate ao mosquito recebem uma capacitação para instalar o peixe nas casas. O coordenador de endemias de Caucaia, Francisco Pires, afirma que essa ação tende a crescer no próximo ano e se estender para várias regiões do Ceará.
“O município está com um projeto pioneiro, inclusive, a nível estadual. Nós montamos, aqui, no setor de Controle de Endemias e zoonose, um laboratório de reprodução do peixe beta. A ideia é reproduzir esse peixe nesse próprio laboratório, e a previsão é que agora, acredito que partir de janeiro ou fevereiro, a gente já tenha a condição de estar reproduzindo esse peixe. Nós calculamos pelo projeto elaborado que, por mês, a gente possa estar reproduzindo entre quatro a cinco mil peixes”.
Segundo Francisco, em aproximadamente 15% das moradias dos bairros mais afetados pelo mosquito na zona urbana de Caucaia o peixe beta já é utilizado. Outra alternativa para impedir que o mosquito se prolifere a partir dos reservatórios de água nas residências é vedar bem as tampas das latas e tonéis ou colocar telas para mosquito, tecidos e até plásticos que impeçam a entrada dos transmissores. A situação é de risco e não se pode contar com a sorte. Todos devem se empenhar no combate ao mosquito. De acordo com o Ministério da Saúde, até o início de dezembro, o Ceará tem confirmados mais de cento e cinquenta casos de crianças com Microcefalia e outros cento e quarenta estão sob investigação. Saiba mais sobre como combater o mosquito transmissor, na internet, no endereço saude.gov.br/combateaedes.
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