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O número de casos confirmados de dengue no Ceará mais que dobrou entre as semanas epidemiológicas 20 e 25, no intervalo de 21 de maio a 27 de junho. Durante o período, os registros da doença no Estado saltaram de 6,9 mil para 16,4 mil, alta de 137%. A informação consta no último Boletim de Arboviroses divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

No total, o Ceará notificou 60,9 mil casos de dengue em 2022. Após exames laboratoriais, 44,5 mil foram descartados. Entre os confirmados, Fortaleza e Região Metropolitana lideram a estatística, com 9,8 mil diagnósticos positivos. Em seguida aparecem as regiões do Cariri (2,3 mil), Norte (1,9 mil), Sertão Central (1,3 mil) e Litoral Leste (879).

Segundo o boletim, 57% dos casos confirmados são de pessoas do sexo feminino. Em relação à faixa etária, a incidência maior é entre aqueles com idades entre 20 e 39 anos, que respondem por quase 40% do total de registros.

No período analisado, o número de mortes causadas pela doença também aumentou de quatro para oito. Os óbitos foram registrados em Fortaleza (02), Quixadá (02), Aratuba (01), Itapipoca (01), Crateús (01) e Massapê (01). Entre as vítimas, conforme o documento, havia desde bebês com dois meses de vida a idosos com 87 anos. Em 2021, nenhuma morte por dengue havia sido registrada no Ceará.
O Boletim ainda apontou crescimento nos casos de chikungunya e zika, doenças que, assim como a Dengue, são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti. Apesar do aumento nos indicadores de dengue, a febre chikungunya continua sendo a arbovirose predominante no Ceará neste ano, com 21,7 mil casos confirmados e 18 mortes e decorrência da doença.
A região do Cariri é a que tem o maior número de diagnósticos (10,4 mil), seguida de Fortaleza e Região Metropolitana (8,8 mil). Nas demais áreas do Estado, a incidência é bem menor: Sertão Central (1,1 mil), Litoral Leste (797) e Norte (567). O gênero feminino representa 62% do total de confirmações ou, em média, seis a cada dez casos confirmados.

Os registros de zika também aumentarem, mas em baixa proporção. Até junho, 19 casos haviam sido confirmados, dez a mais em relação ao mês anterior. O Estado notificou, neste ano, pouco mais de 1,4 mil casos da doença. Isso significa que apenas 1,4% das suspeitas foram confirmadas. Até o período observado, nenhuma morte havia sido causado pela infecção no Ceará.

Embora o aumento das arboviroses no Ceará seja algo comum durante o primeiro semestre do ano, devido ao período chuvoso, os números de 2022 chamam a atenção. De janeiro a junho, o Estado notificou 110,5 mil casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya, total que já supera os 72 mil casos notificados durante os doze meses de 2021. Na análise dos registros confirmados, são 38,1 mil em 2022 contra 32,1 mil do ano passado.

Para frear o avanço dos indicadores, a Sesa diz monitorar de forma permanente as ações de controle de arboviroses desenvolvidas pelas Vigilâncias Epidemiológicas Municipais. De acordo com a pasta, todos os 184 municípios cearenses já realizaram o primeiro ciclo de visita domiciliar, estratégia de controle do Aedes aegypti feita nas residências pelos agentes de combate às endemias. Outras 179 cidades já concluíram o segundo ciclo e 148 iniciaram o terceiro. Por ano, o Ministério da Saúde preconiza ao menos seis etapas de visitação.

 

Fonte: O Povo

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