Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta sexta-feira (25) o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que aponta o corte de 986 mil vagas com carteira assinada nos últimos 12 meses. Somente em agosto, 86.543 mil vagas foram encerradas.

Com o pior mês de agosto desde 1995, quando foram encerradas 117 mil vagas, o número mostra uma desaceleração nas perdas de postos de trabalho. Em julho essa redução foi de 157 mil.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, admite que até o fim do ano o país deve perder até um milhão de postos de trabalho, mas afirmou que o governo “conhece o caminho da roça”.

“Não quer dizer que estamos incapacitados de recuperar. O governo conhece o caminho da roça. Se teve capacidade de gerar 23 milhões de vagas nos últimos 12 anos, quando forem corrigidos os rumos da economia, acredito que vamos recuperar essa capacidade”, ponderou Dias.

O ministro, que se disse um “otimista por natureza”, evitou colocar um prazo para que o mercado de trabalho se recupere, mas lembrou que somente os contratos do Minha Casa Minha Vida com o setor de construção civil podem gerar 3,7 milhões de empregos.

Indústria

Das vagas cortadas, 88% foram nas áreas da indústria de transformação e construção civil. A indústria é a principal responsável pela queda, já que dos ramos monitorados, 11 dos 12 cortaram vagas. Os principais destaques negativos foram o setor têxtil, com 10 mil, e o automotivo, com 8 mil postos a menos.

Em julho três estados ampliaram o número de contratações. Em agosto, foram nove. Paraíba, com 4.293; Alagoas, 2.505; e Acre, 1.179 lideram esse ranking. Em compensação, Minas Gerais (23.849); São Paulo (16.992) e Rio Grande do Sul (12.737) foram os que mais fecharam postos.

Fonte: Brasil de Fato