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Instagram faz 10 anos como uma das maiores redes sociais do mundo e de olho no TikTok, para não envelhecer
O Instagram faz 10 anos nesta terça-feira (6). Cada vez dando mais espaço a vídeos, o aplicativo que já teve nome de uísque e foi criado por um norte-americano e um brasileiro já não é mais uma mera ferramenta de fotos com filtros.
Seu primeiro “estrondo” no cenário da tecnologia aconteceu ao ser comprado por US$ 1 bilhão pelo Facebook, em 2012, quando contava com “apenas” 30 milhões de usuários e ainda não tinha nem versão para Android.
Hoje são 1 bilhão de usuários ativos por mês: o Instagram é a 5ª rede social mais popular do mundo, atrás do próprio Facebook (2,6 bilhões de usuários), do YouTube (2 bilhões), do WhatsApp (2 bilhões) e do WeChat (1,2 bilhão). Aliás, este é um dos poucos dados oficiais divulgados pelo aplicativo.
Te conheço?
Para alcançar essa popularidade toda, a rede nunca teve vergonha de adotar funções que fizeram sucesso primeiro nos concorrentes. O Stories, que permite compartilhar fotos ou pequenos vídeos durante 24 horas, se parece muito com Snapchat, app que causou alvoroço no meio da década, atraindo adolescentes.
Em entrevista ao site de tecnologia “TechCrunch” em 2016, o então diretor executivo do Instagram, Kevin Systrom, disse que o concorrente “merecia todo o crédito”, mas que no setor da tecnologia era comum se inspirar em outras criações.
A história se repete agora, mas com o aplicativo chinês TikTok e seus vídeos curtos e cheios de efeito, vistos por 800 milhões de usuários ativos por mês. Daí a recente chegada do Instagram Reels.
Impacto no ‘coraçãozinho’
As polêmicas também acontecem em outros campos. Uma pesquisa de 2017 do Royal Society for Public Health, instituição de saúde pública do Reino Unido, indicou que o Instagram era uma das redes sociais mais prejudiciais para a saúde mental dos jovens.
O principal relato era de sentimentos negativos em relação à autoimagem, causados pela comparação com a “vida perfeita” compartilhada no app.
A própria rede reconheceu esses efeitos e, em 2019, o aplicativo deixou de mostrar o número de curtidas nas fotos, representadas pelo famoso “coraçãozinho”, para evitar que as pessoas se sentissem em uma “competição”. Isso começou no Brasil, mas acabou sendo expandido para o mundo todo.
Relembre fatos marcantes do Instagram:
O Instagram surgiu com outro nome: Burbn (uma brincadeira com “bourbon”, tipo de uísque americano). A proposta original envolvia uma ferramenta de localização parecida com a do Foursquare – era usado para fazer check-in em locais e compartilhar fotos.
O aplicativo era confuso e, com a chegada do brasileiro Mike Krieger, para o seu desenvolvimento, a dupla decidiu apostar somente nas função de imagens.
Em 2010, poucas horas depois do lançamento do Instagram para o iPhone, o Instagram se tornou o app mais baixado na categoria “Fotografia”.
Só em 2012 a rede social ganhou uma versão para Android, e, alguns dias depois, o Facebook comprou o aplicativo por US$ 1 bilhão.
Em 2013, o Instagram ganhou a opção de marcar outros perfis em imagens, incluiu a possibilidade de compartilhar vídeos e criou o Direct, para as pessoas conversarem entre si de forma privada.
Em 2016, uma mudança no feed do aplicativo desagradou muitos usuários: as fotos não eram mais exibidas em ordem cronológica e a seleção do conteúdo passou a ser feita com base em um algoritmo – como já acontecia no Facebook.
No mesmo ano, Instagram lançou os Stories. Os cofundadores não tiveram vergonha de admitir que a função era uma cópia dos vídeos curtos do Snapchat.
Em 2018, o aplicativo apresentou o IGTV, plataforma para usuários compartilharem vídeos maiores, de até 60 minutos, que compete com o YouTube.
Também em 2018, os cofundadores do Instagram saíram da empresa. A dupla teria ficado insatisfeita com algumas decisões de Mark Zuckerberg, diretor executivo do Facebook.
Em 2020, o Instagram anunciou o Reels, com uma proposta parecida com a do TikTok.
Recentemente, o Facebook decidiu integrar as mensagens do Instagram e Messenger.
Fonte: G1
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