Regional
Idosa internada com falta de ar dança forró durante realização de exame para retirada de oxigênio
A dança, para muitos, é só uma diversão, mas em algumas situações ela também pode significar um alívio, para momentos difíceis, e pode trazer benefícios à saúde. Para a dona Maria Ferreira, de 74 anos, foi a segunda opção. Internada no Hospital Regional do Cariri (HRC), desde segunda-feira (17), com falta de ar e insuficiência cardíaca, a idosa mostrou, na quarta-feira (19), a evolução positiva do seu quadro médico enquanto dançava forró, com o fisioterapeuta do hospital, durante a avaliação para o desmame do oxigênio.
A idosa, moradora da cidade do Crato, após dois dias internada no HRC, recebeu alta hospitalar na tarde de ontem (19). Antes disso, já tinha estado internada em outra unidade hospitalar na semana anterior, durante três dias, com suspeita de Covid-19, mas acabou sendo liberada depois de uma pequena melhora.
“Essa doença [Covid-19] é de momento, tem momento de piora e de melhora, mas assim, enquanto eu puder navegar no barco da vida, eu não quero que afunde não”, declara a idosa.
Após apresentar piora na saúde nos dois dias anteriores, quando chegou a precisar fazer uso de oxigênio para auxiliar na respiração, a idosa foi perguntada na manhã de ontem (19) sobre como estava se sentindo, e disse que “estava pronta inclusive para um forró”.
O vídeo gravado pelas profissionais de saúde que a acompanhavam foi parar na internet com a descrição : “Quem viu dona Maria Ferreira de Lima chegando no Hospital Regional do Cariri com insuficiência cardíaca e falta de ar na última segunda-feira (17), jamais imaginaria que, dois dias depois, ela estaria de pé e dançando”.
A aposentada relatou que nos dias anteriores estava “cansada, e sentindo faltar o fôlego”, mas que pela manhã já podia fazer o que mais gosta. “Eu gosto demais [de dançar]. Ajuda muito, lá [em casa] eles colocam essas músicas novas e eu danço”, completa.
A cidade do Crato registra 4.789 casos confirmados do novo coronavírus e já acumula 72 óbitos pela doença pandêmica. Dona Maria, como ainda não recebeu o resultado de seu exame, faz parte dos 1.272 casos em investigação no municipio. Os dados foram retirados da plataforma IntegraSUS, na atualização da quarta-feira (19), às 17h14.
Gratidão
Apesar de ter passado momentos difíceis na unidade hospitalar, Dona Maria não deixou de mostrar gratidão pela equipe de saúde, que acompanhou o caso. “Eu vou sair com muita saudade, eu vou levando o espinho comigo e deixando a rosa [com a equipe médica], mas estou indo para casa muito feliz da minha vida”, conclui.
Fonte: Diário do Nordeste
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