Regional
Patrulha Maria da Penha, em Juazeiro do Norte, contará com viatura exclusiva
Implantado há um mês em Juazeiro do Norte, a Patrulha Maria da Penha contará com uma viatura exclusiva a partir de novembro, segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SESP). O projeto consiste no patrulhamento, feito pela Guarda Civil Metropolitana, para combater e prevenir a reincidência de casos de violência às vítimas com medidas protetivas. Se houver ameaça, as mulheres podem denunciar por telefone, no número 153, ou pelo aplicativo ‘Shout’. O anonimato é preservado.
Desde a implementação, a SESP está aproximando a Patrulha Maria da Penha da população com a ida de agentes aos postos de saúde, às escolas e aos centros de referência de assistência especializada. O trabalho tem como objetivo orientar à denúncia, no caso de violência, e reforçar a atuação da rede de proteção à mulher no Município.
“Nossos resultados têm sido rápidos e positivos. Acreditamos na redução do índice de reincidência da violência contra a mulher”, enfatizou a secretária de Segurança Pública e Cidadania de Juazeiro do Norte, Ivoneide Antunes.
Com um termo de cooperação firmado entre o Juizado da Violência Doméstica e Familiar e a SESP, as medidas protetivas são concedidas pelo poder judiciário via e-mail. O trabalho dos patrulheiros acontece 24h por dia, incluindo finais de semana e feriados. No total, são 16 agentes divididos em quatro equipes. Uma delas é formada pela guarda civil Ana Valéria Morais e três subinspetores da GCM.
“Nesse período, apenas nós visitamos 15 mulheres nas zonas urbana e rural. Elas foram agredidas por ex-companheiros e até pelos próprios filhos. A maioria mora em bairros como o Frei Damião, Betolândia e Timbaúbas”, disse a patrulheira.
No bairro Romeirão, a violência mais recorrente é a psicológica, segundo a enfermeira do PSF local, Kátia Figueiredo. A unidade atende, por mês, cerca de 400 pacientes, 80% são mulheres e muitas sofrem algum tipo de agressão. “Ainda não vimos sinais físicos. Por outro lado, há muitos psicológicos”, afirmou.
Diante do quadro preocupante, patrulheiros estiveram conversando com a comunidade e esclareceram dúvidas sobre como as vítimas devem proceder. Elas foram orientadas a registrar o boletim de ocorrência e solicitar a medida protetiva cabível.
Fonte: Diário Cariri
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