Ceará
Hospital da UFC bate recorde na realização de transplantes de médula óssea
O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) alcançou, no último mês de julho, um recorde na realização de transplantes de medula óssea. O serviço atendeu 10 pacientes, superando a média de 5 procedimentos que são feitos mensalmente. O Serviço de Transplante de Medula Óssea, uma parceria entre o HUWC e o Hemoce, contabiliza agora 476 transplantes, em 11 anos de atendimento (desde 2008).
Para o Dr. João Paulo Vasconcelos, um dos médicos envolvidos na equipe multidisciplinar do serviço, o recorde sinaliza que a ansiedade dos pacientes que estão na fila dos transplantes pode ser reduzida.
“Quando você consegue atender uma quantidade maior de pessoas assim, quem está na fila vê que é possível haver celeridade no processo”, observa João Paulo.
O médico situa que uma equipe multidisciplinar dá conta do procedimento: médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos e os técnicos do hospital realizam o serviço. “Além do pessoal do Hemoce no suporte na hemoterapia”, acrescenta.
Para realizar o procedimento, segundo o médico, o paciente, basicamente, faz uma sessão de quimioterapia e recebe um tipo de “infusão” na veia. Quando não há complicações, a internação dura de três a quatro semanas.
Indagado se existe uma meta do serviço para ampliar o atendimento (e aumentar a média de 5 procedimentos mensais) ou se o HUWC já opera no limite, nesse sentido, João Paulo enfatiza que a equipe hospitalar faz o possível, a fim de atender o maior número de pacientes.
“Existe uma demanda reprimida (de transplantes) no SUS (Sistema Único de Saúde). No serviço privado, não é tanto assim. A gente sempre tenta otimizar os leitos pra atender mais gente”, destaca.
Detalhes
Dos 10 procedimentos realizados no período, 7 foram “autólogos”, 2 “alogênicos” e 1 “haploidêntico”. O transplante autólogo é quando acontece o autotransplante. No transplante alogênico, as células precursoras da medula provêm de outro indivíduo (doador), de acordo com o nível de compatibilidade do material sanguíneo.
Já no haploidêntico, o transplante acontece com a medula de parente de primeiro grau, como pai ou irmão do paciente, em que há apenas metade da compatibilidade.
Fonte: Diário do Nordeste
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