Futebol
Hoje Tem Cebolinha em campo
De Maracanaú para o mundo. Na Seleção Brasileira, logo mais diante do Paraguai na Arena Grêmio, às 21h30, o cearense Everton Cebolinha, que é a bola da vez. Esse jovem está encantando, com um futebol rápido, repleto de dribles e criatividade, fatores que atormentam os encarregados de marcá-lo. Queira Deus que o sucesso deixe sossegado o coração do garoto. A fama vai lhe chegando. Lidar com a fama requer cabeça feita para não se perder nos enganadores caminhos da glória. Quero crer que Everton, de apelido tão simpático, saiba conter os impulsos que, não raro, o êxito cuida de provocar. Quem viu Canhoteiro jogar faz comparações do futebol de Cebolinha com o futebol dele, Canhoteiro. A propósito, cabe explicar que Canhoteiro foi um dos maiores atacantes do Brasil na década de 1950. Afirmam alguns que Canhoteiro era o Garrincha da ponta-esquerda. O maranhense Canhoteiro explodiu para o futebol quando jogava no América aqui de Fortaleza e foi levado pelo São Paulo. Cebolinha está explodindo pela plataforma mais eficiente: a Seleção Brasileira. Mas seu DNA na verdade é Tricolor de Aço porque formado nas bases do Fortaleza.
Realidade
No lugar de contratações significativas, possíveis perdas de valores no Ceará e no Fortaleza após a Copa América. Expectativas reticentes com relação aos novos desafios. As cobranças das torcidas tendem a aumentar se não forem obtidos resultados positivos logo nas próximas rodadas.
O melhor do Ceará
Em meio a tantas interrogações sobre o desempenho dos atletas do Ceará até a paralisação da Série A para a realização da Copa América, o que mais me chamou atenção foi a chegada e encaixamento imediato de Thiago Galhardo no esquema alvinegro. Verdade que na derrota para o Vasco, Thiago ficou devendo, mas devendo ficou toda a equipe que não jogou bem.
No Fortaleza
O goleiro Felipe Alves chegou e logo se estabeleceu. Muito seguras as explicações que deu no programa especial “Jogo Certo”, apresentado pela repórter Denise Santiago. Só muita personalidade para dividir a cena com Marcelo Böeck, o ídolo das ascensões do Leão desde a Série C nacional, quando começou o reerguimento tricolor.
Não é fácil substituir um técnico que vinha dando certo. A missão de Leandro Campos torna-se delicada no Ferroviário porque haverá comparações, dependendo dos futuros resultados. Ele pega o Ferrão líder de sua chave na Série C nacional. Leandro tem competência, sim, para dar continuidade ao trabalho de Marcelo Vilar.
É extremamente perniciosa a rotatividade de atletas e treinadores. Quando num clube tudo está sendo colocado nos devidos lugares, uma proposta imediata tira do time jogadores essenciais ou mesmo o treinador. Esse tipo de situação é desconfortável, mas faz parte do inconstante mundo do futebol.
Fonte: Diário do Nordeste
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