Ceará
Marcas de moda cearense se inspiram na cultura popular local
Formosa Bandida, prazer. A marca cearense, da estilista Ana Novais, é uma das pioneiras no estilo que leva a “cultura popular no peito”. Nasceu há oito anos, a partir da percepção, especialmente no setor turístico, da necessidade de valorizar a identidade cultural do Estado. É o amor pelo Nordeste que traz o “pop” – nas palavras e visão de Ana – para uma maneira contemporânea e confortável do vestir. Além de empreendedora e estilista, artista, é responsável pelo desenvolvimento dos prints de São Francisco a seu Gonzaga, coloridos nas peças – base de sua arte, para uma moda lúdica, ao mesmo tempo, de resgate e memória.
Usa a xilogravura com traço e viés principal de expressão de suas estampas. O trabalho também é fruto da coletividade. “Eu mesma faço a serigrafia manual das camisetas 100% algodão, mas também trabalho com outros colaboradores e faço parceria com os melhores xilogravuristas do nosso Estado”, diz a estilista. Em suas referências, inclui nomes como os de João Pedro do Juazeiro e Abraão Batista. No momento, são os xilos do Lambe Lambe de Airton Laurindo, lá de Juazeiro do Norte, que lhe chamam atenção. “A Formosa Bandida não é uma roupa de moda, é um produto atemporal, e especialmente cultural”, justifica.
Na Lacra Ordinária, as t-shirts também são tela em branco, recheadas de cultura. A ideia da marca, da dupla Zé Filho e Vinícius Vidal, tem alma e carne de Carnaval. Foi durante um destes períodos de folia que ela veio à tona, inicialmente, com a proposta de criar adereços e acessórios da época. O “auê” passou, mas não a essência de ver graça em coisas simples, presentes no dia a dia do povo. Vai um “Sorvete Juarez” aí? Só se for no peito. “Banana da terra” ou “Carne de caju”? Se optar pela última, vai um pedacinho de música, Alceu Valença, e Nordeste junto – e misturado.

Mas, “iiieeeeiii”, “não se avexe não”. Ainda tem “baião de dois, macaxeira, carne do sol, & cajuína”. A moda, mais uma vez, falada, é para não ser esquecida e valorizar o “espírito” de um tempo. Bebe da cultura popular cearense de um jeitinho muito próprio. Dá orgulho. Dá Duarês, na linguagem de suas idealizadoras, Renata Drumond e Daiane Coelho, baianas, mas cearenses de coração, e Mornny Ferreira, manauense, filha de pais cearenses. O que têm em comum? A paixão pela terra que decidiram adotar, inclusive para os negócios.
“Como é uma marca genuinamente cearense, com uma identidade voltada à cultura popular, queríamos um nome que tivesse a mesma força. ‘É do Ceará’, ‘do Cearês’, porém não ficaria tão sonoro”, explica Renata. No meio termo, ela e Mornny decidiram por um “baião de dois” que resultou na Duarês, lançada há pouco mais de um ano, na feira do Babado Coletivo. Nas tees, confeccionadas em algodão, o lado mais leve e solar do cearense, captado pela olhar empreendedor das sócias. “Brincamos com a forma bem humorada do cearense, com o que ele expressa, como o sorriso e a terra do sol”, cita Renata.
O made in Ceará também se estabelece na forma de produção. “Faz parte de um DNA, tinha que ser daqui, para, de fato, movimentar a economia local”, revela Renata. Do dicionário do “Cearensês”, revisitado pela marca, claro que a vaia é destaque. Mas nada tão “escrachado”. O próprio suporte, que é camiseta, e a tipografia escolhida, mais clean e moderna. O acervo das três marcas é espalhado online, na Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e na Elabore do shopping RioMar Fortaleza.
Fonte: O Povo
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