Política
PT, PSB, PSOL e Rede se unem em bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara
Mesmo com divergências programáticas, partidos afirmaram que pretendem se aglutinar para fortalecer luta progressista.
PT, PSB, PSOL e Rede irão formar um bloco conjunto de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O anúncio foi feito no começo da noite desta quinta-feira (31), véspera da posse da nova legislatura no Congresso Nacional.
“É importante dizer que isso é uma vitória da esquerda. Existem pontos em comum entre os partidos, que são comprometidos com a democracia e, portanto, comprometidos com uma oposição ao governo Bolsonaro, e tem a possibilidade de um diálogo intenso com a sociedade na luta contra as medidas deste governo, com independência total desta Casa em relação ao governo”, afirmou o deputado federal eleito Marcelo Freixo (Psol-RJ).
A decisão se dá após algumas semanas de articulação entre as legendas, que vinham dialogando sobre a possibilidade de unir os seus 98 parlamentares em um único grupo de oposição.
“Já somos um bloco que vai ter uma representação importante, tanto na mesa [diretora] quanto na composição das comissões da Casa”, disse o líder da bancada do PT, Paulo Pimenta (PT-RS).
O líder do Psol na Câmara, Ivan Valente (SP), afirmou que o bloco deverá oxigenar o movimento de oposição popular às pautas do governo Bolsonaro, que conta com o apoio, por exemplo, da bancada ruralista.
“É um governo que quer retirar direitos dos trabalhadores, que é contra as liberdades civis, os direitos previdenciários, trabalhistas. É um governo machista, racista, homofóbico, e lutar contra isso nos une”, ressaltou.
O desafio do bloco agora é atrair o PCdoB e o PDT para o grupo. As duas legendas ainda não decidiram seus rumos dentro da configuração de forças da Casa. Ambas devem, no entanto, apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), apoiado pelo partido de Bolsonaro, o PSL, para a presidência da Câmara.
Em nota, o PCdoB disse que votará em Maia “pela democracia e independência do Legislativo”.
Brasil de Fato
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