Ceará
Com chuvas de pré-estação, aumenta incidência de mosquitos
É preciso já intensificar as precauções contra criadouros do inseto para evitar riscos de contrair arboviroses.
Os meses que antecedem a quadra chuvosa no Ceará têm o aumento não só da incidência do calor, mas também da quantidade de mosquitos. Com as mudanças climáticas e as chuvas de verão do período, a tendência é de haver maior número de focos do mosquito Aedes aegypti ? transmissor da dengue, zika e chikungunya ?, além da muriçoca e mosquitos diversos. A prevenção no dia a dia pode reduzir a incidência de casos de doenças no próximo ano.
Geralmente, o verão do Estado vem acompanhado de precipitações, mesmo que fracas. O biólogo Luciano Pamplona explica que as chuvas que ocorrem neste período facilitam a vida de mosquitos, que dependem da umidade do ar para viver mais e se reproduzirem. “Começa de agora o aumento do número de mosquitos no Ceará, dentre eles o Aedes. O aumento da umidade do ar potencializa a reprodução e a expectativa de vida deles”.
O Coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ivo Castelo Branco, explica que a fêmea não põe os ovos diretamente na água, mas em locais em que ela perceba que a água pode atingir eventualmente, como calhas e telhas. “A fêmea põe o ovo e ele pode ficar mais de um ano no local, mas, no momento em que for coberto por água, começa a se desenvolver em cerca de 30 minutos”, detalha.
Cinco a sete dias é o período para que o mosquito se desenvolva do ovo à forma adulta. Depois de adulto, vive de 30 a 50 dias.
“A principal diferença entre a muriçoca e o Aedes é que o Aedes está mais adaptado ao ambiente domiciliar, se reproduz mais facilmente onde acumula água. Muriçocas, geralmente, se reproduzem em lugares mais abertos, como esgotos e lagoas”, informa Luciano Pamplona.
Ele diz que 85% dos mosquitos transmissores de dengue, zika e chikungunya são encontrados em casas e quintais. Portanto, é fundamental que o morador faça vistorias na residência para evitar acúmulo de água desprotegida.
Cobrir caixas d’água, tanques e demais reservatórios, bem como limpar a calha antes do início da quadra chuvosa (fevereiro a maio) são maneiras de se prevenir contra o Aedes aegypti, explica o biólogo. Além disso, ele conta que é importante colocar sacos de lixo na rua apenas nos dias de coleta e também orientar os vizinhos sobre as precauções. “Esses cuidados devem acontecer uma vez por semana para manter o ambiente protegido, já que o Aedes demora de 5 a 7 dias para se desenvolver”, aconselha.
De acordo com Luciano Pamplona, o primeiro semestre do ano tem aumento da incidência de mosquitos no geral e, consequentemente, dos riscos.
Portanto, as precauções precisam começar agora. “Se a população não compreender que é fundamental o cuidado dentro de casa, não vamos conseguir controlar essas doenças”.
De 25 a 30 de novembro, milhares de unidades públicas e privadas, escolas da rede básica e centros de assistência social se mobilizam a fim de unir esforços no enfrentamento do transmissor das arboviroses na
Semana Nacional de Combate ao mosquito Aedes aegypti.
“O Ministério da Saúde usa essa semana como estratégia para fortalecimento das ações contra o Aedes. Nesse período, as chuvas voltam, potencializando o ciclo reprodutivo dos mosquitos”, explica Hélio Morais, coordenador de Vigilância em Saúde (Covis) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Ele reitera que as ações de combate ao mosquito devem se intensificar antes do início do período chuvoso. Pontos críticos em residências, como ralos em desuso, vasos sanitários, bandejas de geladeiras e plantas com água também deve ser vistoriados, de acordo com ele.
Números
5 a 7 dias é o intervalo para que a Aedes aegypti vá do ovo a faze adulta30 minutos basta para um ovo do Aedes aegypti começar a se desenvolver quando coberto por água85% dos mosquitos Aedes aegypti são encontrados em ambientes residenciais
Fonte: O Povo
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