Ceará
CE terá o maior número de médicos
No País, apenas 6% das vagas requisitadas foram preenchidas; prazo de homologação foi prorrogado.
No País, apenas 6% das vagas requisitadas foram preenchidas; prazo de homologação foi prorrogado.
O Ceará será o Estado a receber o maior número de médicos na primeira chamada do Programa Mais Médicos, divulgada, ontem, pelo Ministério da Saúde. Serão contratados 91 profissionais para trabalhar em 43 cidades. Desses, 21 ficarão em Fortaleza. A expectativa é de que eles comecem a trabalhar no início de setembro.
Em todo o Brasil, 938 médicos brasileiros foram selecionados – 6% dos 15.460 que foram requisitados pelos municípios que fazem parte do programa. Devido à baixa adesão, o Ministério prorrogou o prazo de homologação até amanhã.
Entre as cidades que mais vão receber profissionais no Ceará, estão Cascavel, que terá seis novos médicos e Juazeiro do Norte, que receberá cinco. Enquanto isso, quatro novos profissionais vão para a cidade de Jardim. Canindé e Mauriti, Maracanaú e Pacatuba vão receber três.
Os municípios da região Nordeste foram contemplados com o maior número de médicos, com um total de 372 profissionais direcionados a 203 cidades e um Distrito Sanitário Indígena (DSEI).
Em segundo lugar, vem o Sudeste, com 216 médicos para atender 77 municípios. Em seguida, vem o Norte, com 144 médicos em 49 municípios e 14 DSEIs. A região Sul vai receber 107 médicos em 53 municípios; e Centro-Oeste, 99 médicos em 22 municípios e um DSEI.
Depois do Ceará, os estados que receberão mais médicos serão Bahia, com 85 profissionais; Goiás, com 70 novos médicos; Minas Gerais, 64; Espírito Santos, com 58; Pernambuco; 55, o Rio de Janeiro contará com 49; Rio Grande do Sul, 47 profissionais e Amazonas e São Paulo terão 45.
A maioria deles, 51,8%, vão atuar nas periferias de capitais e regiões metropolitanas e os 48,1% restantes, em municípios do interior de alta vulnerabilidade social, totalizando 404 cidades atendidas nesta chamada.
Estrutura
O titular da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Arruda Bastos, ressaltou que, no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), o Ceará também foi o Estado que mais recebeu médicos. “Os profissionais reconheceram que a atenção básica do Ceará é estruturada”, disse.
Como exemplo, o secretário, destacou a construção de policlínicas e também dos hospitais regionais. “O nosso Estado tem tradição na atenção básica. Tanto que temos uma das menores índices de mortalidade infantil do país e sempre atingimos as metas das vacinações”, frisou.
Além disso, o titular da Sesa ressaltou que o órgão vai realizar o acolhimento dos profissionais que vão trabalhar no Estado antes de eles irem para os municípios. Assim como também será feita uma reunião com os prefeitos de todas as 43 cidades.
Para o presidente do Conselho Regional dos Médicos do Estado do Ceará (Cremec), Ivan Moura Fé, o programa Mais Médicos passa por cima de leis já existentes. “O Conselho é a favor de mais profissionais no serviço público de saúde. Mas, a lei diz que é necessário um concurso público e isso não está acontecendo nesses casos”, afirmou.
Para ele, o caso dos estrangeiros que podem ser contratados para o programa é semelhante. A legislação determina a revalida do diploma, e o presidente do Cremec espera que isso seja feito pela iniciativa federal.
A adesão abaixo do esperado levou o Ministério da Saúde a manter até amanhã a possibilidade de indicação, por médicos brasileiros, de seis opções de cidades em que eles desejam atuar. Uma nova lista será publicada no próximo sábado. Somente no dia 15 deste mês tem início a próxima chamada de médicos e também municípios.
FIQUE POR DENTRO
Pacto de melhoria do atendimento
Lançado pela presidente da República, Dilma Rousseff, no último dia 8 de julho, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e também ampliar o número de médicos nas regiões carentes do País, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades.
Os médicos que fizerem parte desse programa receberão bolsa federal no valor de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos de trabalho no programa.
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