Ceará
CE é 3º do NE com mais crianças e adolescentes na pobreza, diz Abrinq
Estado tem mais de 1,1 milhão de pessoas de 0 a 14 anos na pobreza. Número faz parte de pesquisa realizada pela Abrinq em 2015.
O Ceará é o terceiro estado do Nordeste com mais crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos, vivendo em situação de pobreza, segundo o relatório Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil, divulgado nesta terça-feira (21) pela Fundação Abrinq, com base em dados de 2015. No total, 1.198.254 pessoas dessa faixa etária estavam vivendo na pobreza em 2015.
A classe de rendimento mensal domiciliar per capita foi definida pela soma de todos os rendimentos dos moradores divido pelo número de habitantes da residência. O salário mínimo federal no ano de 2015, quando a pesquisa foi realizada, era de R$ 788,00. Foi considerado pobre quem vivia com até um quarto do salário mínimo.
Com base nestes dados, o Cenário da Infância e da Adolescência colocou o Ceará como o terceiro estado brasileiro com mais crianças e adolescentes na linha de pobreza, ficando atrás apenas de Pernambuco (1.242.840) e Maranhão (1.239.396).
Em todo país, são mais de 17,3 milhões de crianças e adolescentes vivendo em situação de pobreza ou extrema pobreza. O número equivale a 40,2% da população brasileira na faixa etária de 0 a 14 anos. Os dados da população utilizados para compor o relatório foram do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O relatório reúne 23 indicadores sociais relacionados ao público de 0 a 18 anos, tais como mortalidade, nutrição, gravidez na adolescência, cobertura de creche, escolarização, trabalho infantil, saneamento básico e violência.
Criada em 1990, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes.
Outros números do Ceará
Violência: 24% dos homicídios de pessoas de 0 a 19 foram por armas de fogo. O número é maior que a média nacional apontada pela pesquisa, que foi de 20% em 2015.
Educação: 7,2% dos alunos matriculados deixaram de frequentar a escola durante o período letivo em 2015. A média nacional é de 6,8%.
Saneamento básico: 4,3% da população cearense não tem acesso à rede de esgoto. O número é superior ao da média nacional, que foi de 1,9%, em 2015.
Atos infracionais: 1.126 jovens cumpriram medida socioeducativa no Ceará pelo cometimento de atos infracionais previstos no ECA, no ano de 2016. O delito de roubo foi o maior ato infracional, com 616 casos. Em todo país foram 23.066 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.
Acesso à saúde: 66% da população cearense entre 0 e 17 anos foram ao médico nos últimos 12 anos, quando a pesquisa foi aplicada em 2013. O número de pessoas na mesma faixa etária que foram ao dentista foi de 36% no Ceará.
Fonte: G1
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