Cidadania
Bots podem ajudar a superar a perda de entes queridos e criar um “eu virtual”
A tecnologia pode ajudar as pessoas a superarem o luto, ou, pelo menos, a lidarem com ele de um jeito melhor. Três meses depois de sua morte, a memória de Roman Mazurenko sobrevive, graças a um projeto de sua melhor amiga, Eugenia Kuyda.
Kuyda reuniu mensagens de texto antigas enviadas pelo amigo a diversas pessoas durante anos e as utilizou para alimentar uma rede neural construída por sua empresa, chamada Luka. O falecimento do amigo, que foi atropelado, fez com que ela relesse todas as mensagens enviadas por eles ao longo dos anos. Ela conta que sua ortografia não convencional – o amigo era dislexico – a fez sorrir, mas também chamou a atenção para um detalhe: a página no Facebook de Mazurenko não tinha muitas postagens, ele raramente tuitava, a maior parte das fotos no Instagram tinha sido apagada e seu corpo havia sido cremado.
“Memorial de florestas”
Mensagens e fotos, segundo ela, eram quase tudo o que restava. “Ele era um cara brilhante”, afirma ela.
Em dezembro de 2015, Kuyda se inscreveu para uma bolsa, propondo um novo tipo de cemitério, chamado Taiga. A ideia propunha que os corpos fossem enterrados em cápsulas biodegradáveis, que fertilizariam árvores plantadas acima deles, criando um “memorial de florestas”. Acima das florestas, uma tela ofereceria informações biográficas sobre o falecido. A ideia não foi aceita.
A jovem pensou então em criar uma outra espécie de memorial: um chatbot que traduzisse a personalidade da pessoa falecida, permitindo às pessoas se comunicarem com uma “versão” do morto, trazendo suas características linguísticas, aspectos de sua personalidade, escrita, humor, entre outros.
Eu virtual
Usando uma ferramenta do Google, redes neurais e a ajuda de amigos de Mazurenko, Kuyda criou Roman, um chatbot capaz de falar em russo e em inglês que, segundo alguns amigos, se parece bastante com o jovem. “O que realmente me surpreendeu é que as frases que o robô fala são realmente dele. As falas são da mesma maneira que ele diria- até mesmo as respostas curtas para “Ei, e aí?’ Ele tinha esse estilo muito específico de mensagens de texto. Eu disse, ‘Quem você ama mais?’ Ele respondeu, ‘Roman’. Isso era exatamente ele. É incrível”, afirmou um amigo.
Uma das opções de menu do bot permite pedir um conselho a ele- algo que muita gente não teve a chance de fazer enquanto o amigo não estava vivo. “Há tanto que eu queria perguntar a ele”, afirma outro amigo.
Superando a dor
Para muita gente, interagir com o bot tem um efeito terapêutico. O tom das conversas, muitas vezes, é confessional. Um dos usuários, repetidas vezes, escreve “eu gostaria que você estivesse aqui”.
Afirma que continua a falar com o Roman virtual uma vez por semana, principalmente depois de algumas bebidas. A família do jovem também vê a experiência de maneira positiva. Havia muita coisa que eu não sabia sobre o meu filho. Mas agora que eu posso ler sobre o que ele pensava sobre assuntos diferentes, eu estou começando a conhecê-lo mais. Isso dá a ilusão de que ele está aqui agora”, afirma sua mãe.
Fonte: Olhar Digital
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