Política
Diretório Nacional do PT quer candidatura própria em Fortaleza
O presidente nacional da legenda, Rui Falcão, esteve reunido com representantes cearenses. De acordo com o presidente estadual do PT, De Assis Diniz, o posicionamento do partido deve sair até o final de abril.
O projeto de fortalecer o PT em 2016, através de candidaturas nas capitais brasileiras, deve atingir Fortaleza. Pelo menos, é essa a intenção do diretório nacional do partido. Em nível estadual, a legenda tem aliança com os Ferreira Gomes, que apoiam o prefeito Roberto Cláudio (PDT). Contudo, na Capital, os petistas fazem oposição à atual gestão. A inclinação para lançar candidatura foi resultado de uma reunião em Brasília, na última segunda-feira.
O encontro contou com a presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, dos deputados cearenses Luizianne Lins, José Guimarães e Elmano de Freitas e do presidente estadual De Assis Diniz.
Segundo De Assis, o partido espera chegar a uma decisão final até abril. Ele acrescenta que ainda será preciso debater a questão com o governador Camilo Santana (PT), que é apoiado pelo grupo político dos Ferreira Gomes. No entanto, conforme De Assis, nos estados onde o PT é governo, como é o caso do Ceará, a palavra final será do diretório nacional. Portanto, a homologação da candidatura virá de Brasília.
Na semana passada, o PT Fortaleza lançou manifesto a favor de candidatura própria. O documento foi apresentado a Rui Falcão. Ele pediu para que as lideranças do partido tentassem viabilizar a participação direta do PT nas eleições de 2016.
Responsabilidade
Embora o nome ainda não esteja definido, quem quer que seja candidato do PT em Fortaleza deverá assinar termo de responsabilidade sobre as contas de campanha. A decisão partiu de reunião da Executiva Nacional ontem.
Ficou definido que uma cláusula de responsabilidade será incluída “na carta-compromisso” dos candidatos para que eles se responsabilizem pelas contas.
“Não é desconfiança de ninguém mas, como muitas vezes há um erro, um deslize, e não queremos que haja nenhuma responsabilização do partido”, afirmou o presidente do PT, Rui Falcão.
Com dois de seus tesoureiros presos sob suspeita de corrupção, o PT vai implementar a norma a partir das eleições de 2016. O partido quer evitar ser responsabilizado por supostos deslizes.
“As campanhas agora vão exigir muita criatividade, ampla participação da militância, da sociedade e dos movimentos sociais. Não haverá campanha nos moldes anteriores”, explica Falcão.
Desde a série de investigações que levou à prisão dois dos tesoureiros do PT -Delúbio Soares, pelo mensalão, e João Vaccari Neto, pelo esquema de corrupção na Petrobras-, o partido vetou o recebimento de doações empresariais e tem tido dificuldades de arrecadar recursos. Apesar disso, promete acirrar a fiscalização de seus filiados. (com agência Folhapress)
Fonte: O Povo
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