Saúde
Saúde fica rosa em outubro para alertar sobre câncer de mama
Nas noites dos 31 dias de outubro dois prédios da saúde pública do Governo do Estado ficarão iluminados na cor rosa. Um é o da Secretaria da Saúde do Estado, que fica na Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema. O outro prédio é o do Instituto de Prevenção do Câncer (IPC), na Rua Walter Bezerra de Sá, 58, Dionísio Torres. Rosa é a cor do laço do Outubro Rosa, uma mobilização feita em diferentes países para informar que o câncer de mama é uma das maiores causas de morte de mulheres, apesar de ser uma doença com grande chance de cura quando descoberta logo no início. Daí, a importância da disseminação de informações sobre a necessidade de ir ao médico e da realização de exames preventivos.
O acesso a mamografias, um dos principais exames que ajudam no diagnóstico precoce, foi ampliado na rede pública do Ceará nos últimos cinco anos, com a abertura das policlínicas regionais, construídas pelo Governo do Estado, e em funcionamento em 19 regiões de saúde, mantidas pelo Estado e os municípios através dos consórcios públicos. Em todas as 19 policlínicas há mamografias, facilitando o acesso das mulheres ao exame na região onde moram, sem precisar de deslocamento para a capital ou outras regiões mais distante de casa. Esse número comprova o aumento do acesso ao exame: 81 mil e 673 mamografias foram realizadas nas policlínicas regionais até o último dia 24 de setembro. Somente na policlínica regional em Baturité em quatro anos de funcionamento foram feitas 13 mil e 965 exames de mamografias. Na policlínica regional em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, em três anos de atendimentos, foram realizados 8.572 mamografias em três anos.
Ainda há muitas mulheres que deixam de fazer o exame com dia e hora marcados nas policlínicas regionais porque têm medo do exame e também do resultado da mamografia. Com os avanços da ampliação do acesso ao exame em todo o interior do nosso Estado, a expectativa é de que daqui a alguns anos, com informações e ações permanentes de mobilização junto com os municípios, esse medo do exame dê lugar a certeza de que é melhor prevenir, descobrir cedo o câncer de mama, com mais chances de cura. “A questão cultural do medo não acaba de um dia para outro. Estamos trabalhando na construção da cultura preventiva “, afirma o diretor da policlínica regional em Baturité, Marcos Arruda. Nas policlínicas há uma corrida contra o tempo quando a mamografia indica câncer de mama. A consulta é logo agendada para atendimento das mulheres com os mastologistas da própria policlínica. Assim, sem sair da policlínica, sem sair da região, as mulheres têm os exames, incluindo biópsias, e as consultas com especialistas assegurados. Em 2014, foram estimados para o Ceará 2.060 novos casos de câncer de mama.
*Assessoria de Comunicação da Sesa
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