Brasil
Alckmin diz que orientação de Lula após tarifaço dos EUA é ampliar mercados e fortalecer acordos do Mercosul
Vice-presidente criticou a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e afirmou que o governo buscará diversificar as exportações.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é intensificar a busca por novos mercados internacionais.
Segundo Alckmin, o governo considera a medida norte-americana prejudicial para os dois países e defende a ampliação das relações comerciais com outros parceiros, reduzindo a dependência do mercado dos Estados Unidos.
“O presidente Lula tem orientado que o Brasil amplie mercados e fortaleça sua inserção internacional”, afirmou o vice-presidente ao comentar a estratégia do governo.
Entre as alternativas, Alckmin destacou o avanço das negociações comerciais do Mercosul. O bloco sul-americano tem buscado ampliar acordos com diferentes regiões do mundo, incluindo a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), Singapura e outros parceiros estratégicos.
Para o governo brasileiro, a diversificação das exportações pode minimizar os impactos das novas tarifas americanas e abrir oportunidades para setores como agronegócio, indústria e mineração.
Tarifa gera reação do governo
A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros elevou a tensão comercial entre os dois países. O governo brasileiro afirma que continuará defendendo o diálogo diplomático, mas considera fundamental ampliar o acesso a novos mercados para preservar a competitividade das empresas nacionais.
Além da atuação diplomática, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acompanha os impactos da medida sobre os setores exportadores e estuda ações para fortalecer a presença dos produtos brasileiros em outros destinos internacionais.
A estratégia faz parte da política do governo de diversificar parceiros comerciais e reduzir a vulnerabilidade da economia brasileira a medidas unilaterais adotadas por grandes mercados.
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