Ceará
Habitação e veículo próprio são prioridades de consumo para os cearenses
Habitação e veículo próprio são prioridades de consumo para os cearenses de todas as faixas de renda. As preferências de gastos das famílias do Ceará foram medidas pelo estudo IPC MAPS 2024.
As classes B, C e D/E têm a maior parcela do potencial de consumo destinada à habitação. Já para os mais ricos, da classe A, o potencial de consumo se direciona primeiramente para o veículo próprio.
Os dados são reflexo do tradicional ‘sonho da casa própria’, enraizado em todas as gerações, segundo o pesquisador de Finanças Comportamentais Érico Veras. O especialista ressalta que o desejo de adquirir um imóvel tem relação com necessidade de segurança e é histórico no Brasil, diferentemente de países da Europa, por exemplo.
“Se for olhar isso de forma mais segregada, olhando para as gerações mais novas, talvez [o consumo de imóveis] não seja desse jeito. O veículo tem sido casa vez mais desejado”, pondera.
O desejo por veículos é fortalecido nas classes mais altas devido à busca por status, segundo Érico Veras. O potencial de consumo de automóveis próprios da classe A é 23% maior que as classes D e E, embora a população enquadrada nessa categoria equivalha a somente 5% das classes mais baixas.
“No Ceará, nós sempre tivemos a questão do consumo do veículo, principalmente o carro 4×4, símbolo de status e poder. Fortaleza já foi uma grande capital consumidora de veículos 4×4, mais até do que São Paulo”, afirma.
Conforme a diminuição da renda, a proporção da alimentação no potencial de consumo aumenta. Para os mais ricos, por exemplo, a alimentação é o quinto item de maior potencial de consumo, atrás até de plano de saúde e materiais de construção.
Para os membros das classes C, D e E, por outro lado, a alimentação no domicílio é o segundo item com maior probabilidade de consumo, atrás apenas da habitação. O veículo próprio assume o terceiro lugar no potencial de consumo para esse público.
Considerando os dados gerais do Ceará, o consumo com habitação corresponde a 22% do total. Em seguida, estão os gastos com alimentação em casa (12,1%) e com o meio de transporte próprio (10,7%).
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