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Mãe é presa após amarrar filho com corda na cintura e o agredir em via pública de Camocim
Violência foi registrada em vídeo por moradores que presenciaram o ato no Centro do município.
Uma mulher foi presa após amarrar o filho de oito anos pela cintura com uma corda e o agredir em via pública na noite dessa segunda-feira (25), no Centro de Camocim, na Região Norte do Ceará. O menino teve ferimentos no corpo, passou por exames em uma unidade de saúde e está sob a tutela da irmã.
Imagens feitas por testemunhas mostram o momento em que a criança descalça e sem camisa é espancada pela mãe com palmadas e empurrões nas costas. Sob xingamentos, a violência física ocorre quando o menino estava preso por uma corda.
O menor de idade chora, grita e faz acenos de dor, mas as agressões só chegaram ao fim depois que um tenente aposentado da Polícia Militar intervém na situação e repreende a conduta da mulher.
“Calma aí. É uma criança, senhora. A senhora não vai levar ele assim, não”, adverte o agente de segurança, retirando a corda da cintura do garoto.
PRISÃO
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou ao Diário do Nordeste que a mulher foi presa em flagrante pela Polícia Militar a partir de uma denúncia sobre maus-tratos, averiguados posteriormente em diligências da equipe.
Os agentes conduziram a suspeita à Delegacia Regional de Camocim, onde ela foi autuada por lesão corporal dolosa no âmbito do contexto de violência doméstica e familiar.
“Ela encontra-se à disposição da Justiça. Já a criança, encontra-se sob os cuidados de uma parente e segue sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar da cidade”, complementou a Pasta em nota.
ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR
O Conselho Tutelar de Camocim foi acionado pela PM e conduziu a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para fazer exames de corpo de delito e receber atendimento médico. Segundo o conselheiro Renato Rodrigues, o garoto tinha “alguns poucos ferimentos” causados pela corda.
Com a prisão da mãe, a criança está sob a guarda de uma irmã maior de idade “enquanto se resolve a situação da mãe”.
“Vamos fazer acompanhamento social e psicológico com a criança e com a família. Caso a mãe fique em liberdade mais rápido, vamos avaliar se ela tem condições ou não de ficar com o filho”, explica o conselheiro.
Fonte: Diário do Nordeste
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