Policial
Pistolagem volta a ameaçar prefeito e vice de Granjeiro
A polícia do Ceará apura denúncias de que o mesmo grupo acusado de matar o então prefeito de Granjeiro, João Gregório Neto (João do Povo), em 24 de dezembro de 2018, pode estar tramando contra a vida do atual prefeito Chico Clementino e do vice Kleber Freitas. De acordo com fontes ligadas ao caso, o plano foi descoberto a partir de uma inspeção extraordinária no Presídio Militar do Ceará, para apurar denúncia de que um preso estava utilizando aparelho celular no interior da cela. O detento em questão seria o cabo da Polícia Militar, Mayron Myrray Bezerra Aranha, acusado de coordenar a morte de João do Povo. A operação foi realizada pelo Ministério Público do Ceará, por meio do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC), no último dia 29. As investigações acontecem sob sigilo.
Durante a operação no Presídio Militar, foram apreendidos 11 celulares, dois notebooks, três maquinetas de cartão e quatro cheques nos valores de R$ 1,5 mil, R$ 6,6 mil e R$ 43 mil. Os aparelhos eletrônicos encontrados serão periciados pelo NUINC, para extração dos dados. A inspeção foi autorizada pelo Poder Judiciário, a pedido do MPCE, no dia 22 de setembro de 2021, após denúncia.
Procurado pela equipe de reportagem do Jornal do Cariri, o vice-prefeito de Granjeiro, Kleber Freitas, disse que não se surpreendeu com os rumos da investigação. “Não me surpreendi porque conheço os envolvidos no caso”. O vice-prefeito também foi indagado sobre já ter recebido ameaça de morte em Granjeiro, e respondeu: “Já fui ameaçado, inclusive no próprio inquérito [da morte de João do Povo], foi mencionada uma trama contra mim”, lembrou.
A operação, que teve o apoio da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), da Controladoria-Geral de Disciplina (CGD), da Coordenadoria de Inteligência (COIN), da Assessoria de Inteligência (ASINT) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado, também apreendeu carregadores, fones de ouvido, caixa de som, pen drives diversos, cartão de memória, carregador de máquina de barbear, um smart relógio, um chromecast, um massageador eletrônico com tomada, uma faca machete, uma lanterna e uma balança de precisão.
Pistolagem
Em julho do ano passado, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão de acusados de participar, direta e indiretamente, da morte de João Gregório Neto. A ação, que contou com mais de 60 agentes e aconteceu em Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte, Granjeiro e Salgueiro, resultou nas prisões do prefeito que assumiu depois da morte de João, Ticiano da Fonseca Felix, e do pai dele, Vicente Felix de Sousa. João Gregório foi assassinado enquanto fazia caminhada, próximo a sua residência, na véspera do Natal de 2018. Segundo as investigações, o crime teve motivação política.
Fonte: Blog Jocélio Leite
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