Ceará
Venda de fogos será monitorada na Copa
A decisão faz parte das medidas que serão implantadas para garantir a Copa e evitar feridos em protestos.
A decisão faz parte das medidas que serão implantadas para garantir a Copa e evitar feridos em protestos.
As forças de Segurança Pública estaduais e federais no Ceará já ultimam as providências para garantir a realização dos jogos da Copa do Mundo em Fortaleza. O aparato de segurança que será mobilizado inclui tropas das Forças Armadas, Força Nacional de Segurança, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e órgãos de Inteligência, como a Abin, e de suporte, como a AMC, a Guarda Municipal e a Ettufor.
Na manhã de ontem, uma reunião entre os gestores da ‘Operação Copa’ foi realizada em Fortaleza. O Diário do Nordeste teve acesso exclusivo ao encontro realizado no auditório do Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (CPMA), na Aerolândia. A reunião foi planejada e coordenada pelo chefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE), coronel PM José Maria Barbosa Soares. Entre algumas medidas anunciadas, um rigoroso controle da venda de fogos antes e durante o evento esportivo mundial em Fortaleza.
Incidentes
As autoridades decidiram que quem for comprar fogos terá que ser devidamente identificado. O objetivo é garantir que, se os artefatos forem utilizados nas manifestações de rua e causarem ferimentos em terceiros, a identificação vai facilitar a localização dos responsáveis.
A providência foi aprovada não apenas pelas forças militares, mas também pelo Ministério Público Estadual, Abin, Polícia Federal, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os órgãos mandaram representantes para a reunião estratégica de ontem.
“A obrigação da PM e das demais forças é garantir a segurança de todos que aqui estiverem, sejam os cearenses, turistas nacionais e estrangeiros, bem como, a Imprensa”, afirmou Soares. Uma das sugestões discutidas no encontro foi uma forma (ainda a ser definida) de identificação dos jornalistas que estarão nas ruas para cobrir as eventuais manifestações e protestos.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará, Samira de Castro, foi convidada para o encontro e revelou a preocupação com a integridade física dos profissionais que estarão na cobertura dos protestos.
Os jornalistas deverão utilizar equipamentos de proteção individual, tais como capacete, coletes, máscaras de gás e respiradouros para a devida proteção diante dos riscos nas ruas.
Planejamento
Parte das informações e questões debatidas no encontro foram mantidas em sigilo por razões estratégicas, como o efetivo policial a ser empregado, armamento e como ele será distribuído nas ruas para impedir que as manifestações cheguem à Arena Castelão ou impeçam os torcedores de chegar ao estádio. Rotas alternativas para os ônibus que levaram os torcedores ao Castelão, escolta de delegações e autoridades, segurança nas FanFest, hotéis e centros de treinamentos e outros assuntos também foram debatidos.
Todo o trabalho da PM será filmado e acompanhado por representantes do Ministério Público, da OAB e da Defensoria Pública. “A Imprensa será nossa aliada”, afirmou Soares.
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