(Foto: Divulgação)

A Ucrânia prendeu dois homens que teriam sido contratados pelo serviço secreto da Rússia para matar o ministro da defesa do país, Oleksiy Reznikov. O governo russo não comentou a acusação. Enquanto isso, ataques a usina por parte dos países e medo de acidente nuclear pela ONU dominam o confronto.

Nesta 2ª feira (8.ago), a região da usina de “Zaporízia”, na Ucrânia, voltou a ser bombardeada. Os russos a tomaram em março, assumiram o controle da usina, mas mantiveram os funcionários ucranianos. A ONU alertou para o risco de um desastre nuclear, enquanto os dois lados trocam acusações.

Os ataques atingiram a área de depósito de lixo nuclear. Três sensores foram danificados, o que impediu a medição do nível de radiação. Um dos mísseis caiu a menos de 500 metros de um dos reatores, que precisou ser desligado. Os russos acusam os ucranianos de terrorismo.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky usou o mesmo termo para acusar os russos. As únicas imagens disponíveis são as liberadas pelo Kremlin. Equipes independentes, por enquanto, não têm acesso permitido, portanto, não há uma investigação confiável sobre a autoria dos ataques. Segundo os ucranianos, um dos objetivos dos russos, além de culpá-los pelo ataque, é causar um “apagão” em parte do país. A usina de Zaporizhzhia é responsável por 20% da energia consumida na ucrânia.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, chamou os ataques de estratégia suicida e voltou a pressionar a Rússia para permitir o acesso da agência internacional de energia nuclear. Essa crise deixou os governos europeus em um estado de alerta ainda maior, porque nada poderia ser tão devastador para o continente do que um acidente nuclear. Algo que, segundo a ONU, tem uma chance real de acontecer e para piorar a situação, a usina fica justamente na região onde os combates se intensificam no momento.

O complexo nuclear está às margens do rio Dnipro, a pouco mais de 200 quilômetros. A oeste fica Kherson, onde as tropas ucranianas avançam e para onde Moscou tem enviado soldados para defender o território que tomaram.

Nesta 2ª, o interventor russo em Zaporizhzhia assinou um decreto para a realização de um referendo, que poderia resultar na anexação ilegal desta região. É mais um ingrediente para uma crise que pode deixar bem pior o que já está muito ruim.

Fonte: Olhar Digital