Regional
Transferência de água do Orós para o Açude Lima Campos é retomada, mas cria impasse entre Dnocs e Cogerh
As motobombas que transferem água do açude Orós para o açude Lima Campos foram religadas pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh).
Alexandro Fabrício, membro do comitê da sub-bacia do Salgado, lembrou que o conjunto de bombas foi desligado em novembro de 2018 porque o Orós não tinha mais condições (volume) para transferência de água. “Na reunião de alocação de água ocorrida em Limoeiro do Norte ficou definida a liberação média de 400 litros por segundo”, disse. “Duas bombas estão em operação e o bombeamento deve ir até novembro próximo”.
Inicialmente, foram liberados 900 litros por segundo para que na média chegue ao Lima Campos o volume de 400 l/s que foi definido em reunião.

Surpresa e impasse
Nesta semana, a Cogerh recebeu um comunicado do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) informando que a comporta do túnel (galeria) no Orós seria fechada.
A justificativa do Dnocs é que a transferência de água poderia atrapalhar as obras de recuperação da parede do Açude Lima Campos que estão em andamento.
De acordo com Alexandro Fabrício, as comportas ainda não foram fechadas. “A Cogerh explicou que o volume transferido é reduzido e que não iria atrapalhar as obras de recuperação, mas caso ocorra algum problema o bombeamento será suspenso momentaneamente”.
Nas quartas-feiras, a água é destinada para atender a demanda dos produtores da localidade de Pedregulho.
Perímetro Irrigado
O Comitê da Bacia do Salgado definiu em fevereiro passado definiu que o uso da água é exclusivo para consumo humano e dessa forma a transferência para o Perímetro Irrigado foi suspensa. “Há um pedido ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos para que permita liberar um pouco de água para a dessedentação animal, mas acho difícil isso ocorrer e os criadores passam dificuldades, o gado passa sede”, frisou Fabrício
Cogerh esclarece
O gerente da Bacia do Salgado, Alberto Medeiros de Brito, reforçou que o bombeamento é de 900 litros por segundo e chega ao Lima Campos cerca de 400 litros por segundo para garantir o abastecimento humano da cidade de Icó. “A garantia do abastecimento do Orós por meio de transferência é somente até novembro próximo”, pontuou. “O Dnocs teme que a água transferida pode prejudicar as obras, mas mostramos que a quantidade é mínima e o Lima Campos deve aumentar apenas 20cm e não vai afetar o dique de contenção que foi feito para as obras de recuperação da parede”.
Mediante a explicação técnica, o Dnocs suspendeu a decisão de fechamento da comporta porque iria afetar severamente o abastecimento da cidade de Icó.
Fonte: Diário Centro Sul
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