Política
Senado aprova redução de ministérios e mantém Coaf na Economia
A pedido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Senado aprovou nesta terça-feira (28), em votação simbólica, a versão vinda da Câmara da medida provisória da estrutura ministerial, tirando o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do guarda-chuva do Ministério da Justiça e enfraquecendo o titular da pasta, Sergio Moro.
A aprovação ocorreu após apelos de Bolsonaro, que chegou a enviar carta para convencer os senadores a aprovar a proposta, que prevê o órgão de inteligência sob a alçada do Ministério da Economia. O presidente temia o risco de a MP expirar e invalidar a redução de 29 para 22 ministérios implantada no começo do mandato.
O governo teve dificuldade para conter senadores do próprio PSL, que queriam mudar o texto para atender à reivindicação de Moro, que considera o Coaf estratégico no combate à corrupção. Se a medida provisória sofresse mudanças, porém, precisaria voltar à Câmara, pondo em risco inclusive a versão completa da MP, como o enxugamento de pastas -já que ela perderia validade em 3 de junho.
Senadores favoráveis a Moro fizeram questão de atribuir a derrota do ministro a Bolsonaro. De olho nas redes sociais, quem mudou de posição foi ao microfone se justificar. O texto-base havia sido aprovado inicialmente em votação simbólica.
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), pediu votação nominal, numa manobra para impedir que os destaques que tratam do Coaf também pudessem ser votados nominalmente.
Pelas regras do Senado, uma segunda votação nominal só pode acontecer uma hora depois de uma primeira. Alguns senadores alegavam que, se a votação fosse nominal, teriam que votar contra o apelo de Bolsonaro.
Em 1º de janeiro, o presidente transferiu o órgão do extinto Ministério da Fazenda para a Justiça. No entanto, a comissão mista que avaliou a proposta e a Câmara devolveram o conselho para o Ministério da Economia.
O governo se viu numa encruzilhada e, nos últimos dias, passou a contrariar seus aliados e redes sociais e começou a defender que o Senado aprovasse o texto como saiu da Câmara para não ter o risco de ver toda a estrutura de governo desfeita.
Fonte: Diário do Nordeste
-
Iguatu2 semanas atrásJustiça suspende lei que autorizava venda de terrenos públicos em Iguatu após Ação Popular de vereadores da oposição
-
Brasil2 semanas atrásPesquisa Atlas/Bloomberg revela empate em eventual segundo turno, mas aponta Lula próximo de vitória ainda no primeiro
-
Iguatu2 semanas atrásSuposta fraude em abastecimento é atribuída a veículos ligados à ex-secretária de Saúde de Acopiara após fim da gestão
-
Noticias2 semanas atrásAneel retoma em março discussão sobre renovação do contrato da Enel Ceará
-
Noticias2 semanas atrásFortaleza pode ser a primeira capital do país a adotar tarifa zero no transporte coletivo
-
Iguatu5 dias atrásEXCLUSIVO: Fumaça, barulho e relatos de doenças: por que fundição segue operando em bairro residencial de Iguatu?
-
Noticias2 semanas atrásInstituto Nacional de Meteorologia alerta para chuvas intensas em 38 municípios do Ceará
-
Noticias2 semanas atrásBombeiros confirmam 47 mortes após temporais em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais

