Política
Repasse de 10% do PIB para a saúde pública é defendido em audiência na AL
A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa debateu, na manhã desta segunda-feira (20/05), o financiamento da saúde pública e o Movimento Nacional em Defesa da Saúde. “Médicos de fora do Brasil não vão resolver o problema da saúde pública, precisamos de financiamento para a nossa saúde”, defendeu a presidente da Comissão, deputada Mirian Sobreira (PSB), ao abrir o debate.
A Comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembleia Legislativa debateu, na manhã desta segunda-feira (20/05), o financiamento da saúde pública e o Movimento Nacional em Defesa da Saúde. “Médicos de fora do Brasil não vão resolver o problema da saúde pública, precisamos de financiamento para a nossa saúde”, defendeu a presidente da Comissão, deputada Mirian Sobreira (PSB), ao abrir o debate.
O deputado Lula Morais (PCdoB), autor do requerimento que propôs a audiência, explicou que o Movimento Nacional em Defesa da Saúde tem como finalidade agregar entidades organizadas e instituições à campanha “Saúde + 10”. O movimento nacional pretende recolher 1,5 milhão de assinaturas em favor do projeto de lei de iniciativa popular que assegura o repasse integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde, alterando a lei complementar nº 141/2012.
Segundo o parlamentar, é importante que a sociedade se engaje na defesa de melhorias para a rede de saúde pública. “A saúde todo dia depende de equipamentos, exames e remédios caros; por isso, é preciso a ampliação dos recursos para uma maior qualidade no atendimento”, disse.
O deputado federal João Ananias (PCdoB-CE) ressaltou que os cidadãos têm direito à saúde de qualidade. “A chave para uma saúde de qualidade é o financiamento da saúde. O SUS é uma excelente proposta, que foi implantada por meio da luta do povo, mas a medicina privada é contra o avanço do SUS”, afirmou.
O representante da Secretaria da Saúde do Estado, Dr. Mariano de Freitas, frisou que o problema da saúde no Ceará não é de gestão, e sim falta de recursos. “O Brasil evolui muito em transplantes de órgãos. Reduzimos a mortalidade, mas, se não tivermos dinheiro para o SUS funcionar, vamos nos tornar um país de plano de saúde. A Secretaria da Saúde se alia à luta de 10% dos recursos para a saúde pública”, defendeu.
Estavam presentes na audiência representantes do Sindicato de Saúde do Ceará, Sindicato dos Médicos do Ceará, Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, estudantes da área da saúde e representantes de movimentos ligados ao tema.
Fonte: Agência de Notícias da Assembleia / Foto: Junior Pio
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