Política
Projeto que trata da proibição de cultivo de planta invasora começa a tramitar na CMI
A vegetação nativa da caatinga está ameaçada por plantas invasoras em Iguatu, é o que aponta a Secretaria de Meio Ambiente da cidade. O Nin indiano, árvore que passou a ser bastante plantada na década de 90 em todas regiões cearenses é uma das ameaças mais presente. Diante disso, começou a tramitar nesta quinta-feira (07) na Câmara Municipal de Iguatu um projeto de lei que passa a estimular normas para o uso de espécies nativas em projetos de plantios de árvores, para formar florestas, arborização urbana e paisagismo no município.
Aqui em Iguatu, é comum a presença dessa espécie, que é natural da Índia, em vários locais da cidade, principalmente na frente das casas. A planta caiu no gosto dos moradores pelo fácil manejo e boa adaptação.
Conforme o secretário de meio ambiente e desenvolvimento urbano, Marcos Ageu, o Nin é considerada uma planta exótica, mas que acabou se tornando invasora. “80 % da massa verde de Iguatu é composta de Nim ou Benjamim, esse cultivo deu-se por em detrimento as outras espécies locais. O cultivo ocorreu por uma cultura de que eles eram repelentes naturais, mas a espécie acabou afastando aves e insetos que hoje não são mais visto em árvores”, afirmou.
A falta de políticas públicas para impedir a popularização de espécies comprovadas por especialistas foi um dos principais motivadores do desequilíbrio da fauna e flora, é o que afirma Moraliza Sales coordenadora de Meio Ambiente. “Muitos gostam do Nim pela sombra e fácil crescimento caraterísticos, mas há espécies que disponibilizando e que cumprem muito bem esse papel”, ressaltou a coordenadora.
Na última sessão o projeto de autoria do vereador Mario Rodrigues (PDT) foi lido e seguirá para as salas das comissões pra depois passar por duas votações. A tramitação é um pedido da pasta do executivo que articula uma programação da Semana do Meio Ambiente em alusão ao dia Mundial do Meio Ambiente.
Substituição gradativa
Conforme o autor da matéria o matéria prever a proibição do plantio da árvore e invasora e substituição gradativa por plantas nativas. “Será proibido o cultivo, mas não quer dizer que vamos dizimar o Nim, ele é importante também para o equilíbrio. É uma proposta de substituição gradativa. Vamos começar pela própria Câmara que possui algumas árvores de Nim”, ponderou.
Em Iguatu, o município, mantêm um espaço da Secretaria de Agricultura e Pecuária, no Bairro Bugi, em que cultiva plantas nativas e faz mudas para serem distribuídas para população, para o plantio e arborização de praças, ruas e avenidas. Recentemente em uma ação de SEAP, foram distribuídas mais de sete mil plantas nativas de várias espécies e frutíferas.
Mais duas pautas
Outros dois projetos foram votados. Um deles de autoria do vereador Antônio Baixinho (PSB) de caráter indicativo que institui a obrigatoriedade de execução do Hino do Município nas escolas da rede municipal de ensino em Iguatu com anexo extensivo as solenidades oficiais da cidade.
O parlamentar afirma que o projeto estimulará os mais jovens a conhecer a história do município através da Letra e Música criada por Maria Ósia de Carvalho. “Esperamos que o prefeito sancione. Que pauta caia no gosto popular. O maior objetivo é cultivar o amor ao municipalismo e quem saiba desperte ainda mais o interesse em dos iguatuense mais jovens em conhecer mais a fundo a história de Iguatu”, disse.
Também foi aprovada a mensagem do executivo que autoriza o município a celebrar convênio com a Associação de Travestis e Transexuais e Homossexuais de Iguatu e Região do Centro-sul no valor de R$ 10 mil, para o desenvolvimento da semana da diversidade sexual.
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