Ceará
Presídios do Ceará recebem livros novos e promovem prática de ioga com internos
O Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz, e a Penitenciária Industrial Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, vão receber doações de livros na sexta-feira (19), enviados pelo Ministério da Educação (MEC).
A medida se dá em cumprimento ao acordo assinado em 2017 pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho.
As duas unidades estão entre as 40 selecionadas para receberem o benefício, em todo o Brasil. Até o dia 2 de fevereiro, 19,4 mil livros vão ser doados. O cronograma considera as penitenciárias com maior necessidade de bibliotecas.
Os custos de envio dos livros às penitenciárias vão ser cobertos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela compra anual de cerca de 140 milhões de livros para abastecer as escolas públicas brasileiras.
De acordo com dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça, apenas 13% da população carcerária brasileira estuda ou realiza algum tipo de atividade educacional sob custódia.
Prática de ioga
Segundo a Secretaria de Justiça do Ceará, unidades prisionais do estado estão usando, permanentemente a partir deste mês, a prática de ioga com objetivo de reduzir o estímulo a comportamentos destrutivos e violentos no cárcere.
A atividade é realizada por meio da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), em parceria com a Associação Arte de Viver. A meta é estender o projeto a sete unidades até junho de 2018, envolvendo 210 internos.
O projeto piloto começou no último mês de novembro, na Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim. A coordenadora da Cispe, Cristiane Gadelha, afirma que a ioga “é uma tentativa de trazer o equilíbrio entre os internos, com redução de conflitos e melhoria na disciplina e no comportamento, de modo geral”.
Lidar com emoções
A prática promove atividades de relaxamento, técnicas de respiração e conhecimentos sobre como lidar com as emoções.
Segundo a secretaria, “lidando de forma mais construtiva com sentimentos como agressividade, raiva e frustração, os internos aprendem a ceder espaço para um estado mental mais positivo, rompendo o ciclo de violência através da conscientização em torno das ações individuais e da busca de soluções para os problemas dentro de si e não apenas no mundo exterior”.
Fonte: G1/CE
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