Um armazém de óleo e pneus no porto de Beirute, no Líbano, pegou fogo nesta quinta-feira (10). Por enquanto, não há relatos de pessoas feridas.

Há cerca de um mês uma megaexplosão atingiu esse mesmo porto e a região residencial do entorno.

O exército disse que ainda não sabe ao certo sabe por que o óleo e os pneus pegaram fogo. A agência Reuters ouviu um militar que disse que os primeiros sinais indicam que o fogo começou com o óleo de cozinha e se espalhou no armazém de pneus.

O exército disse que enviou helicópteros para controlar as chamas. Imagens veiculadas na TV mostram helicópteros despejando água no incêndio.

Uma coluna de fumaça subiu na cidade, que ainda vive as consequências da megaexplosão do dia 4 de agosto, na qual morreram 190 pessoas e outras 6.000 ficaram feridas.

Moradores de Beirute compartilharam em redes sociais imagens do fogo no porto.

O chefe da Cruz Vermelha do Líbano, George Kettaneh, disse que não teme uma nova explosão por causa do incêndio desta quinta-feira, mas afirmou que há pessoas que vão sofrer com falta de ar por conta do fogo.

A TV libanesa mostrou bombeiros tentando controlar as chamas em uma região ainda devastada pela megaexplosão, que foi causada por um estoque de nitrato de amônio que estava armazenado em condições precárias no porto.

Esse é o segundo incêndio no local nesta semana. Na terça-feira, um fogo de proporções menores chegou a criar pânico, mas foi rapidamente controlado.
O ministério público ordenou uma investigação sobre o incêndio.

Muitos libaneses ainda estão frustrados pela demora em receber informações das investigação da megaexplosão no porto.

A megaexplosão de 4 de agosto

A megaexplosão do dia 4 de agosto desencadeou uma série de protestos no país. Seis dias depois, em 10 de agosto, o primeiro-ministro Hassan Diab renunciou. O Líbano ficou sem um líder de governo até a segunda-feira (31), quando assumiu Mustapha Adib, que foi embaixador do Líbano na Alemanha por sete anos.

A Marinha do Brasil informou que a Fragata Independência, que está nos mares do Líbano, está distante do local e que todos os tripulantes passam bem.

Fonte: G1