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‘Para mim, o carnaval acabou naquele dia’, diz DJ agredida por policial ao defender amiga assediada em festa no Ceará
A DJ que foi agredida por um policial durante uma festa de carnaval em São Benedito, no interior do Ceará, expressou seu trauma físico e psicológico após o incidente. Ela interveio quando percebeu que o policial estava assediando uma amiga, o que resultou em sua agressão pelo policial, que a atingiu com dois socos.
“O carnaval terminou para mim naquele dia. Não voltei mais para São Benedito. O carnaval acabou neste domingo”, disse a DJ, ainda abalada pelo ocorrido.
O policial, um cabo da Polícia Militar, foi preso por agressão e ofensas homofóbicas. No entanto, após uma audiência de custódia na segunda-feira (12), ele foi liberado provisoriamente, com a condição de cumprir várias medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com as vítimas e a proibição de participar de festas.
A DJ, que foi para São Benedito para curtir o carnaval com três amigas, relatou que o policial começou a importunar e assediar suas amigas. “Quando percebi que elas estavam desconfortáveis, me aproximei dele, peguei sua mão e disse ‘sai daqui’. Foi quando ele me ofendeu e me deu um soco na boca”, contou. Ela caiu com o impacto e, ao se levantar, recebeu outro soco no rosto.
O policial foi levado para a Delegacia Municipal de São Benedito, onde foi acusado de lesão corporal e injúria homofóbica, crime equiparado à injúria racial.
“Eu nunca passei por uma situação assim, então isso me causou um grande medo, até de estar no mesmo lugar. Imagine se eu tivesse ido ontem [segunda-feira] curtir o carnaval e me deparado com ele…”, lamentou a vítima.
Ela sofreu cortes na boca, quebrou o aparelho dentário e sentiu muita dor nos dentes. Além disso, ela teve ferimentos nas costas e no joelho devido à queda. Seus óculos também foram quebrados.
Durante o tumulto, uma equipe da PM que estava de serviço no local foi chamada e prendeu o cabo em flagrante.
Um vídeo gravado no momento da prisão mostra uma das vítimas questionando o policial sobre por que sua mão estava suja com o sangue de sua amiga. Em resposta, o homem lambeu o sangue para limpar a mão.
A Polícia Militar afirmou que não tolera condutas ilícitas de seus agentes e cumpre rigorosamente as normas legais, “respeitando, naturalmente, os princípios da inocência, contraditório e ampla defesa”.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) determinou a instauração imediata de um processo disciplinar contra o policial militar. O inquérito policial está sob a responsabilidade da Delegacia Regional de São Benedito.
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