Política
Guedes diz que Brasil quebra se houver reajuste de servidores e nova onda de Covid
A pressão por reajuste para os servidores públicos cresceu desde que Bolsonaro determinou aumentos para policiais.
Em mensagens enviadas ao presidente Jair Bolsonaro e grupo de ministros, Paulo Guedes, ministro da Economia, disse que, caso haja reajustes salariais para o funcionalismo público federal e houver recrudescimento da pandemia de Covid-19, o Brasil irá quebrar.
O ministro fez paralelos com o ex-presidente da Argentina, Mauricio Macri, derrotado na tentativa de reeleição, e, 2019, em meio a agravamento da crise econômica. Também fez alusão à tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. A mensagem foi divulgada pelo O Globo.
“Se aumentarmos os salários e a doença (Covid-19) voltar, QUEBRAMOS!”, escreveu o ministro.
Em outra mensagem, ele escreveu: “Temos que ficar FIRMES ! (Do contrário, os aumentos serão igual a) Brumadinho: pequenos vazamentos sucessivos até explodir barragem e morrerem todos na lama.”
Guedes acrescentou: “Estamos em ECONOMIA DE GUERRA contra a PANDEMIA. Quem pede aumento agora não quer pagar pela guerra contra o vírus.”
O ministro afirmou que os reajustes poderiam ocorrer se estivessem dentro de mudanças mais amplas para o funcionalismo: “Ok, se houver reestruturação de uma carreira; melhor ainda se dentro de uma reforma administrativa. Reforma administrativa corta 30 bilhões por ano poderia aumentar 10% salários do funcionalismo APÓS A REFORMA, valorizando o funcionalismo atual, pois ficaria zero a zero.”
“SEM ISTO, reajuste geral para funcionalismo é INFLAÇÃO SUBINDO, BRUMADINHO E MACRI nas eleições!”, apontou Guedes.
A pressão por reajuste para os servidores públicos cresceu desde que Bolsonaro determinou aumentos para policiais federais, agentes penitenciários e Polícia Rodoviária Federal. A reação mais enfáticatem sido dos auditores fiscais da Receita Federal, que entregaram mais de 700 cargos de chefia e fazem “operações tartaruga”. No Ceará, foram entregues 80% dos cargos de chefia.
Fonte: O Povo
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