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Fortaleza apresenta redução de 56,2% nos homicídios em 2019

Entre as macrorregiões do Estado, a Capital tem a maior diminuição no índice; mas os outros territórios também registram quedas nos assassinatos. SSPDS quer fechar o ano com o menor número de mortes da série histórica.
Em um ano de redução, mês a mês, no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) – índice que reúne homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios -, no Ceará, a Capital apresenta destaque. O decréscimo do índice em Fortaleza chegou a 56,2%, no acumulado de 2019. Entre janeiro e novembro deste ano, foram 608 homicídios; e em igual período do ano passado, 1.387 crimes.
Segundo os dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), divulgados ontem, a redução no Estado é de 51,2%, em igual comparativo. Atrás da Capital, entre as macrorregiões do Ceará, vêm o interior Norte, com 54,2% de retração; a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com 46,7%; e o interior Sul, com 45,8%.
No comparativo apenas de novembro do ano corrente com igual período de 2018, também foi registrada queda no Ceará e em todas as macrorregiões. No Estado, os CVLIs passaram de 326 registros para 199, o que representou uma queda de 39%.
A macrorregião com maior redução de mortes violentas, no último mês, foi o interior Norte, com variação de 61,1%, ao passar de 72 crimes para 28. Em Fortaleza, a redução foi de 43,8%; no interior Sul, de 35%; e na Região Metropolitana, de 18%.

Série histórica
Com os números de novembro, o Ceará chegou ao 20º mês seguido com redução de homicídios, na comparação com igual período do ano anterior; e Fortaleza, ao 21º mês consecutivo.
Conforme estatísticas da Pasta, o número de CVLIs registrados no ano corrente, até o fim de novembro (2.046 ocorrências), já é o menor desde o ano de 2009 – que era justamente o menor até então, com 2.065 casos.
O maior registro de assassinatos, nesse intervalo de tempo, se deu no ano de 2017, com 4.679 registros. Há dois anos, o Estado viveu o apogeu da violência, cuja responsabilidade foi atribuída ao impulsionamento da guerra entre as facções criminosas por territórios para o tráfico de drogas.
O objetivo da SSPDS é prolongar a queda do índice. A Pasta afirma que alguns fatores contribuíram para o resultado positivo como a criação do Programa de Proteção Territorial e Gestão de Riscos (Proteger) – , investimentos em tecnologia e efetivo policial.
“Estamos muito confiantes no trabalho que vem sendo feito e que terminaremos o ano (de 2019) com o menor número de homicídios de toda a série histórica. Mesmo com todos esses dados, não estamos comemorando, mas sim utilizando esses números para avaliar o nosso trabalho. Sabemos que estamos no caminho certo e insistiremos nessa estratégia, mas também corrigiremos aquilo que precisa ser melhorado”, pondera o secretário da Segurança Pública, André Costa.
O professor de Sociologia e membro do Laboratório de Estudo da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará, sociólogo César Barreira, afirma que os meses seguidos de redução de homicídios, no Estado, diminui a sensação de insegurança da população. “Temos que acompanhar e ver se a redução se deu por políticas de Segurança Pública ou se nós alcançamos uma taxa tão elevada de homicídios, que a tendência era diminuir”, relaciona.
Via Diário do Nordeste
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