O futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (15) que a Corte terá pela frente “as ameaças ruidosas do populismo autoritário” e alertou para a importância da segurança cibernética, que disse ser “imprescindível”.

Fachin deu a declaração na abertura de uma reunião de transição realizada no TSE com novos gestores para tratar sobre os próximos passos da instituição e a organização das Eleições de 2022.

Ele tomará posse como presidente do TSE em 22 de fevereiro, em substituição ao ministro Luís Roberto Barroso, que participou do encontro. O ministro Alexandre de Moraes, futuro vice-presidente, também estava presente.

“Cibersegurança é um elemento imprescindível. As ameaças são credíveis. Por isso, estamos atentos desde já. E como desde antes, sempre estaremos atentos e preparados. Teremos também pela frente as ameaças ruidosas do populismo autoritários”, disse o ministro.

“Estamos confiantes que, apesar do populismo autoritário, a democracia vai triunfar em 2022 “, acrescentou Fachin.

Guerra declarada

O ministro disse que a “guerra contra a segurança no ciberespaço foi declarada faz algum tempo” e que atentar contra o TSE “abre uma porta para a ruína da democracia”.

Fachin ressaltou ainda que a Justiça Eleitoral enfrentará “distorções factuais e conspiratórias” que, somadas ao extremismo, tentam manchar a credibilidade da instituição, mas disse que o TSE estará atento e preparado.

“Paz e segurança nas eleições, com o máximo de eficiência e mínimo de ruído, é que desejamos. O papel da Justiça Eleitoral não é definir quem ganha, porquanto a chave do jogo é justamente a incerteza. Eis a tarefa mais importante numa eleição democrática: jogar com as regras do jogo e aceitar o resultado”, destacou.

Fonte: G1

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